segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O LAMENTO DOS GOLEIROS

No jogo contra a Costa do Marfim, a camisa número 1 do falecido
Robert Enke teve cadeira cativa no banco de resrvas da Alemanha, uma bela
homenagem no primeiro jogo da seleção após a trágica morte do goleiro.


A quantidade de posts deste mês é um recorde negativo e gostaria de pedir desculpas a quem entra aqui esporadicamente para perder alguns minutos da vida. Prometo que, uma vez reestabelecida a normalidade na agência, volto à ativa.

Mas, só pra não deixar este humilde blog completamente às traças, aqui vai um post rápido sobre o amistoso entre a Alemanha e a Costa do Marfim (empate de 2-2), jogo este em que a Mannschaft estreou seu novo uniforme (já havia cantado a bola sobre a nova camisa aqui).

De modo geral, ficou bacana o uniforme, como vocês podem conferir no videozinho abaixo (se é que alguém fora eu iria QUERER conferir isso), mas o motivo do post é outro.

A Alemanha, sempre celeiro de grandes goleiros, teve jogadores que exercem esta função nas manchetes duas vezes recentemente. Uma foi a morte do Robert Enke, goleiro da seleção, que se atirou na frente de um trem numa crise de depressão. Ele lutava há anos contra a doença e, recentemente, havia perdido a filha de 2 anos. Me parece que isso foi a gota d’água e o jogador optou por terminar com tudo de maneira trágica e definitiva. Não vou e nem tenho o direito de julgar a atitude, então me resta lamentar a perda.

O outro goleiro alemão que virou notícia o fez justamente neste jogo de estreia do novo uniforme. O jogo, que por sinal homenageou Enke, teve uma atuação pra lá de bizarra do goleiro Neuer que, ao rebater uma bola atrasada pela sua própria defesa, acabou usando o jogador marfinense como parede e viu a bola entrar “sem querer” no gol.

Pra quem não quer ver o filminho inteiro, o lance surreal acontece na marca de 1:24. Mais uma vez, me resta lamentar...


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

LA NOURRITURE RAPIDE ou O PRIMEIRO FAST FOOD GOURMET DO MUNDO

"Ei! Garçom! Eu pedi meu bife BEM PASSADO!"


Pedindo desculpas pelo indesculpável, estou postando muito, muito pouco ultimamente. Isso se deve a uma carga violenta de trabalho na agência, confirmando a tese de que todo fim de ano é cruel com quem trabalha com propaganda.

Mas isso não me impede de fazer um post rápido sobre algo idem: fast food.

Todos dizem que o fast food é de qualidade inferior, faz mal, etc. Mas chegando em casa tarde hoje e sem opção em casa (e muito menos saco para ir no Pão de Açúcar 24 horas de carro), optei por pedir um lanche num delivery para minha família.

Aí comecei a deliberar sobre o porquê de fast food ser sinônimo de bad food e cheguei a uma conclusão surpreendente (na verdade, já tinha tido esta ideia em outra época, mas ela acabou escondida em algum canto escuro e pouco usado do meu cérebro – se bem que há que diga que NADA no meu cérebro é usado).

A ideia é que fast food não precisa ser ruim. Dá pra fazer um fast food de comida boa mesmo. Comida gourmet. Só que FAST.

Funcionaria mais ou menos assim: você chega ao restaurante e olha o cardápio. Aí escolhe uma salada de entrada, acompanhada por um pouco de água, seguido por um filet au poivre e algumas taças de vinho tinto, um tiramisu de sobremesa e, para finalizar, um Sambuca Romana ou, quem sabe, um espresso.

Só que você só tem mais 10 minutos antes de ter que voltar ao trabalho. Injusto, não?

Pois eu acho que você tem direito de almoçar o que tiver vontade, independente do tempo que tem para saborear os pratos. E, no meu restaurante, você teria a oportunidade de ter tudo isso no tempo que fosse necessário.

É só colocar tudo que você quer comer, da salada ao café, num grande liquidificador e ligar durante 1 ou 2 minutos.

Pronto. Você tem a refeição dos seus sonhos num copo. Uma versão prática e rápida do bom e do melhor da haute cousine que pode tomar em poucos minutos para poder depois voltar ao trabalho saciado. E o que é melhor: ainda economiza seus dentes.

Não sei como esta ideia ainda não vingou em uma cidade como São Paulo, em que a gastronomia é tão refinada e o tempo é um luxo a que temos cada vez menos direito, mas, como muitas das minhas brilhantes ideias QUE NINGUÉM USA, taí mais esta dica.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

F1 - GP DE ABU DHABI

Espectadores vibram com um dos muitos momentos
EMOCIONANTES da corrida de Abu Dhabi, como,
por exemplo, ehm... o pôr do sol.


E vamos lá para a última corrida da temporada. Depois das surpresas que 2009 reservou pra gente, nada mais justo que a corrida de fechamento – no novo e impressionante circuito de Abu Dhabi – seguisse o script e nos proporcionasse com um grande espetáculo. Infelizmente, a vida não é justa.

A corrida foi de longe uma das mais monótonas e chatas que já assisti em toda minha vida. Sou obrigado a concordar com o Galvão Bueno quando ele diz que a pista mais parece um circuito de kart, com um monte de curvas de 90o sucedidas por retas longas que não oferecem emoção nenhuma à corrida.

O culpado por isso é o arquiteto que projetou o circuito – o alemão Herman Tilke. Este mesmo arquiteto foi o responsável pelo “novo” traçado da até então belíssima pista de Hockenheim, que perdeu completamente suas características mais marcantes: as longas retas que cruzavam a Floresta Negra. Vejam abaixo as retas que foram suprimidas do circuito (em cinza) e como ele ficou agora. Muito triste. A parte mais divertida do circuito não existe mais e até meu filho Tony, de 6 anos, ficou irritado ao constatar que tinham tirado a graça da pista (cortesia do Playstation).
Enfim, não estou aqui pra falar da corrida da Alemanha, coisa que já fiz aqui, mas para tentar encontrar ALGUMA COISA a dizer sobre o monótono GP de Abu Dhabi.

Esta coisa até que poderia ser a saída dos boxes, que ficou parecida com a saída de um estacionamento de shopping. De fato, ficou interessante, mas imagino que se algum barbeiro conseguir na saída, a pista estreita e sem área de escape pode acabar ocasionando um congestionamento enorme no pitlane.

Poderia ter sido interessante e dado um molho na corrida, mas infelizmente isso não aconteceu. O que aconteceu, por outro lado, foi um erro bizarro do impronunciável piloto da Toro Rosso, Jaime Alguersuari (a parte do impronunciável é o Alguersuari, não o Jaime. Eu sei falar Jaime). O espanhol entrou para fazer seu abastecimento e troca de pneus, mas ERROU O LUGAR DA PARADA, estacionando no boxe da Red Bull. Na hora percebeu a burrada e saiu acelerando de volta para a pista para, alguns instantes depois, parar com pane seca, já que estava no limite do combustível. Isso que dar ter duas equipes com o mesmo patrocínio e carros praticamente idênticos no pitlane.

Outro destaque foi a boa corrida, de novo, do Kobayashi, que optrou por fazer uma parada apenas e terminou num expressivo 6o lugar, marcando seus primeiros pontos na carreira. E isso tudo logo na segunda corrida. Nada mal.

Como tentativa de afugentar a sonolência que o circuito causava, tivemos boas (e poucas) disputas entre o Kubica e o Buemi, o Button e o Glock, e, nas voltas finais, entre o Button e o Webber. As disputas quase fizeram a gente esquecer o quão CHATA a prova havia sido, mas QUASE.

De resto, nada aconteceu. O Vettel ganhou tranquilamente, assegurando assim o título de vice-campeão de 2009. O campeão, Jenson Button, correu bem e chegou colado no Mark Webber, fechando o ano onde começou: no pódio.

O pole, Lewis Hamilton, abandonou com problemas na sua McLaren (pela primeira vez na carreira, como informa muito bem o Capelli em seu blog), mas isso não comprometeu o terceiro posto da escuderia inglesa, uma vez que o Raikkonen não conseguiu arrastar sua lenta Ferrari até a zona de pontuação.

Agora é esperar até o ano que vem para ver o que a temporada nos oferece de interessante.

De cara, damos adeus ao reabastecimento durante a corrida, recurso este instituido em 1994 para dar mais equilíbrio ao campeonato e que, agora, sai de cena para dar mais equilíbrio ao campeonato, pelo menos até alguém decidir trazê-lo de volta para dar mais equilíbrio ao campeonato.

Teremos muitas mudanças nas equipes, coisa que não aconteceu de forma expressiva de 2008 para 2009, com a maioria dos pilotos permancecendo em suas equipes. Para 2010, muda bastante coisa.

A Ferrari perde Raikkonen, mas ganha Alonso, a Renault fica sem o espanhol e terá o polonês Robert Kubica, provavelmente acompanhado pelo bom Timo Glock, que se despede da antipática Toyota. A McLaren deve dar um pé nas nádegas finlandesas do Kovalainen e, se tudo der certo, teremos a volta de outro finlandês – o Raikkonen – à equipe em que começou a ganhar corridas na categoria. A Williams vai ser a casa do Barrica, que deixa seu cockpit na Brawn para o bom Nico Rosberg.

Ou seja, pelo menos diferente 2010 promete ser. Vamos aguardar os primeiros testes e ver o quanto.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O VÍCIO DE SER VICE

Post curtinho, mas TIVE que fazer. Sei que ninguém mais aguenta minhas bobagens sobre o Barrichello, mas infelizmente eu me divirto MUITO e não resisto quando leio algo do tipo:

A Arabian Business divulgou uma lista com os salários dos pilotos da F1 para este ano, com o Kimi Raikkonen liderando (e muito bem) o ranking.

Eis a lista completa (de novo... é um ranking da Arabian Business e não sei o quanto a gente deveria levar isso ao pé da letra... mas JÁ QUE OS DADOS SÃO DIVERTIDOS PACAS, POR QUE NÃO, NÉ?)

1. Kimi Raikkonen - US$ 45 milhões (cerca de R$ 78,8 milhões)
2. Lewis Hamilton - US$ 18 milhões (cerca de R$ 31,5 milhões)
3. Fernando Alonso - US$ 15 milhões (cerca de R$ 26,2 milhões)
4. Nico Rosberg - US$ 8,5 milhões (cerca de R$ 14,8 milhçoes)
5. Felipe Massa - US$ 8 milhões (cerca de R$ 14 mnilhões)
6. Jarno Trulli - US$ 6,5 milhões (cerca de R$ 11,3 milhões)
7. Sebastian Vettell - US$ 6 milhões (cerca de R$ 10,5 milhões)
8. Mark Webber - US$ 5,5 milhões (cerca de R$ 9,6 milhões)
9. Jenson Button - US$ 5 milhões (cerca de R$ 8,7 milhões)
10. Robert Kubica - US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 7,8 milhões)
11. Heiki Kovaleinen - US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 6,1 milhões)
12. Nick Heidfeld - US$ 2,8 milhões (cerca de R$ 4,9 milhões)
13. Timo Glock - US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,5 milhões)
14. Giancarlo Fisichella - US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões)
15. Sebastien Buemi - US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões)
16. Rubens Barrichello - US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,75 milhão)
17. Jaime Alguersuari - US$ 0,5 milhão (cerca de R$ 875 mil)

Os outro 4 pilotos do grid - Vitantonio Liuzzi, Adrian Sutil, Romain Grosjean e Kazuki Nakajima - PAGAM para poder correr em seus respectivos carros (um absurdo o Sutil ter que pagar para correr, diga-se de passagem...)

Enfim... excluíndo os 4 que PAGAM pra correr, adivinhem quem é o SEGUNDO pior no ranking dos salários?

Vice de verdade tem que ser vice SEMPRE e não só nos momentos bons.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O DIA EM QUE SLASH, STEVE LUKATHER, JOE SATRIANI E JEFF BECK TOCARAM NO SPINAL TAP


Mais um som bem interessante para vocês que curtem os grandes deuses das 6 cordas. E mais um que provavelmente vocês não sabiam que existia.

Este aqui é uma música de uma banda inglesa mais ou menos fictícia (se é que é possível isso) chamada Spinal Tap. É uma banda pouco conhecida por aqui, mas faz sucesso em solo britânico pelo seu estilo debochado, parodiando as bandas do chamado New Wave Of British Metal dos anos 80, com letras que eram engraçadas, som bacana e o pessoal da banda transmitia uma imagem de que realmente não estava nem aí pro que alguém pensasse sobre os discos que lançavam.

A história da banda, que chegou a participar de um episódio dos Simpsons, na verdade é uma confusão só, porque muito do que eles divulgam sobre si mesmos é fictício. A discografia é repleta de LPs que nunca foram lançados e, por algum motivo, os bateristas que passam pela banda sempre acabam morrendo em situações, ehm, pouco comuns, como “um bizarro acidente de jardinagem” ou “engasgando no vômito de outra pessoa”. Yuck.

O fato é que eu tenho um dos poucos discos DE VERDADE da banda – o “Break Like The Wind” – e, quando ouvi uma das músicas, fiquei impressionado com os solos de guitarra nela. O guitarrista “oficial” da banda, Nigel Tufnel (na verdade Christopher Guest), é um guitarrista um tanto meia-boca, então na hora deu pra sacar que não era ele tocando aquela avalanche de notas no final da música.

Aliás, ficou claro que não era um só guitarrista, porque os estilos se diferenciavam enormemente entre um solo e outro (são 4 ao total) e eu na hora fui ler o encarte do CD (sim, tenho o CD de verdade!) e entendi porque achei tão absurdamente bom aquilo.

Sei lá como os caras fizeram isso, mas são solos do Slash (sim, aquele mesmo, do Guns ‘n’ Roses), do Steve Lukather (algum dia faço um post sobre este incrivelmente subvalorizado guitarrista), do Satriani e, pra finalizar, uma espetacular demonstração de classe e técnica do meu bom e velho e idolatrado Jeff Beck.

Não sei como eles juntaram os 4 pra tocar solinhos na música deles, mas conseguiram, e o resultado é fenomenal. E pouquíssima gente conhece.

Você claramente percebe o estilo de cara um e, como sempre, fica aquela pergunta que nunca se cala: COMO É QUE O JEFF BECK TIRA ESSE SOM?

Pros AMARGOS OCUPADINHOS que não querem ouvir toda a primeira parte da música e querem apenas os solos, é só irem direto aos 3’13” da música que vocês já dão de cara com o Slash e sua Les Paul.

Diversão pura. Ouve aê:

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

AS POUCAS CORES DA CIDADE CINZA


Uma vez me disseram que um alto executivo da General Motors veio ao Brasil – mais precisamente São Paulo – e disse que não entendia o porquê de um país tão colorido pela própria natureza ter uma frota de automóveis tão monocromática nas ruas.

Ouvi isso há alguns anos, mas a pergunta nunca me deixou e, esta semana, de repente me deparei com um exemplo prático disso.

Ao olhar para o estacionamento ao lado da minha agência, me dei conta de que só haviam carros pretos ou prata. Alguns vermelhos apareciam para manchar a homogeneidade da paisagem, mas era claro que eles eram minoria.

Achei triste e deprimente ter, na frente dos meus olhos, a constatação de que, numa cidade tão reconhecidamente cinza como São Paulo, temos tão poucas pessoas com coragem e criatividade para quebrar o paradigma e levar mais cor às ruas.

Tive que registrar a cena. Mas a pergunta fica. O que será que acontece com essa gente?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

F1 2009 - GP DO BRASIL


Post MUITO atrasado, mas de coração. Espero que me perdoem.

Ando muito atarefado, mas, como tenho um pacto de sangue com meus leitores – inclusive aqueles que dizem que este é o único lugar em que lêem sobre Fórmula-1 e depois se esquecem disso e me mandam informações de OUTROS BLOGS SOBRE FÓRMULA-1 – não teria como deixar de postar sobre a corrida mais importante da temporada.

Conforme eu tinha previsto, Jenson Button saiu de Interlagos com o título de Campeão Mundial de Fórmula-1.

Muita gente criticou o inglês por uma suposta falta de arrojo na segunda metade do campeonato, mas eu discordo disso. O regulamento tá aí pra ser usado.

O Button tinha ganho 6 das primeiras 7 corridas da temporada. Quando o até então imbatível carro da Brawn começou a perder terreno pra concorrência, ele fez o certo: poupou equipamento, foi prudente, não cometeu erros, foi ganhando seus pontinhos aqui e e ali...

E o resultado tá aí pra mostrar que ele estava mais do que certo em fazer o que fez.

Lembram de como crucificaram o Hamilton por demonstrar um excesso de arrojo no final de 2007 e dar o título de bandeja pro Raikkonen? Pois o Button não correu riscos. Jogou com o regulamento, de forma inteligente, fria e, no final das contas, altamente eficiente.

Título mais que merecido, mas vamos à corrida. Afinal, é pra isso que eu NÃO sou pago pra escrever.

Primeiro o treino.

O Barrichello fez um treino realmente muito competente. Deu sorte do surpreendente Kobayashi não tirar o lugar dele na última sessão de classificação e aproveitou a chuva para cravar a pole. O companheiro de equipe e rival na luta pelo campeonato Jesnon Button largava num inexpressivo 14o lugar. O outro pretendente ao título, Sebastian Vettel, só em 15o.

Aí, o Barrica fez uma largada correta, se manteve em primeiro e foi abrindo pro segundo colocado.

Claro que o “foi abrindo” durou pouco porque a quantidade de batidas que ocorreu nas primeiras voltas deu a impressão que todo mundo tinha se chocado de propósito só pro Button se dar bem. E foi exatamente isso que o inglês fez: pulou 5 posições.

Nem tudo foi um mar de rosas pra ele, claro. Porque o impressionante estreante Kamui Kobayashi estava na prova, substituindo o Glock na Toyota.

Este japonezinho realmente fez com que o Button suasse para tentar garantir o título em Interlagos. Ele ultrapassou gente, impediu ultrapassagens, deu X no próprio Button, mostrou um incrível arrojo e controle do carro e até se envolveu em um incidente com seu compatriota Nakajima que podia ter sido grave para o filho do bom e velho Satoru, mas que felizmente não teve nada mais sério.

O fato é que, independente de ter errado ou acertado, o Kobayashi deixou sua marca. Ele deve correr em Abu Dhabi para encerrar a temporada (caso o Glock não se recupere) e talvez até consiga um lugar para correr em 2010 pela própria Toyota.

O Barrichello, que o Galvão apontava como principal candidato à vitória, já tinha avisado antes da prova que estava incrivelmente leve. Aí, simplesmente não conseguiu abrir o suficiente pro Webber até sua parada nos boxes. Quando voltou, MAIS PESADO, não deu pra continuar com os tempos que ele estava fazendo MUITO MAIS LEVE. E o Webber foi embora na frente dele.

Neste momento da corrida, muita gente devia estar pensando que a Brawn PREJUDICOU o Barrica de propósito para evitar que ele ganhasse a corrida (o que é completamente SEM SENTIDO) e mudou a estratégia dele para fazer com que o carro dele rendesse menos.

Quero falar sobre isso, mas acho que vale um post só pro assunto, então não vou ficar tricotando aqui. Mas o fato é simples: a Brawn não tem mais aquele carrão de outros tempos, que poderia dar ao Barrichello a chance de ser campeão. E, se tivesse, o BUTTON TERIA O MESMO CARRO, o que anularia a vantagem do brasileiro.

Pra muito fã do Barrichello, é duro ler isso, mas é muito simples. Se ele quisesse mesmo ter sido campeão, não teria deixado o Button abrir 6 vitórias em 7 corridas no começo da temporada. Deixou? Deu no que deu. Paciência.

Voltando à corrida, outra coisa bacana foi o fato do até então inexistente Robert Kubica aparecer de novo (tudo bem que pouco, dada a disputa para o campeonato acontecendo lá atrás), subindo ao pódio pela primeira vez no ano.

Os pit stops proporcionaram um momento realmente diferente quando o Kovalainen saiu arrastando a mangueira de combustível bem na frente do Raikkonen, jorrando gasolina nas partes quentes da Ferrari e fazendo com que o Homem de Gelo se visse envolvido numa impressionante bola de fogo durante alguns instantes. Talvez por ele ser de gelo, isso não resultou em nada sério.

Outra coisa interessante da corrida foi ficar ouvindo as vinhetas da Nova Schin enquanto víamos o carro do campeão Button e do piloto da casa Barrichello patrocinados, pela concorrente Itaipava. Se eu fosse o diretor de marketing da Schincacriol, caia matando na Globo.

De resto, ficou constatado que a Mariana Becker é DE LONGE a reporter mais chata de todos os tempos na Fórmula-1, conseguindo interromper o igualmente insuportável Galvão Bueno sempre nos momentos mais inadequados da corrida. Deve haver algum tipo de técnica para conseguir errar na mosca assim EVERY FUCKING TIME.

Enfim, título decidido e bora pra Abu Dhabi. Mas, antes, vamos pensar numa coisa bem interessante:

Presenciamos um piloto inglês sendo campeão em cima de seu rival brasileiro, justamente na casa do rival, o Brasil. O inglês corre com um carro de número 22, num campeonato em que o regulamento dita que os números mais altos são para as piores equipes do ano anterior. O piloto inglês usa um capacete quase todo amarelo, assim como o grande ídolo braileiro Ayrton Senna. O inglês alcança, com este resultado, o primeiro título de sua carreira, mesmo sem ganhar a corrida.

O que tem de interessante nisso? Se este fosse um post falando do campeonato de 2008 (aquele que o Hamilton ganhou em cima do Massa) eu não teria que mudar UMA ÚNICA palavra.

EXPLICA ESSA, PADRE QUEVEDO!

domingo, 11 de outubro de 2009

DANKE SCHÖN

Ninguém entende o motivo, nem eu, mas o fato é que sou um FANÁTICO torcedor da seleção alemã de futebol.

Neste fim de semana, lá na casa dos meus pais, tive o privilégio de assistir ao jogo entre a Alemanha e a Rússia, penúltimo jogo das eliminatórias europeias.

Era um jogo crítico entre os dois líderes da chave. Perdendo, a Alemanha corria risco de cair para a repescagem.

Mas deu Alemanha.

1 x 0 na Rússia, graças a um gol oportunista do bom e velho Miroslav Klose.

Isso significa que a Alemanha está na Copa do Mundo pela 17a vez, em busca da tão sonhada quarta estrela no manto sagrado.

Obrigado, meu caro Miroslav. Muito obrigado.

E agora, bora detoná essa porra, cambada de Schweinhunden!

PARA BEBER ANTES DE MORRER: CLASSIC CHAMPAGNE COCKTAIL


Descobri um coquetel muito interessante este fim de semana, cortesia daquela coleção de receitas que o segmento Paladar do Estado de São Paulo lançou.

O negócio chama Classic Champagne Cocktail e é muito simples de fazer, desde que se tenha os ingredientes – o que, neste caso, não é exatamente habitual.

Basicamente, é uma mistura de champanhe, conhaque e um torrão de açúcar encharcado de Angostura Bitters.

Pra quem não sabe, Angostura é um bitter que vem numa garrafinha simpática, revestida de papel e, é claro, amargo que dói. A função deste líquido é dar um sofisticado toque de amargor a bebidas que o pedem, como é o caso do delicioso Manhattan.

Eu mesmo já havia postado um drink que, para mim, pede umas gotas de Angostura, como vocês podem conferir aqui.

Mas vamos ao Classic Champagne Cocktail. Aos que tiverem uma garrafa de champanhe na geladeira e uma garrafinha de Angostura no bar, vai aqui a receita deste interessante coquetel.

Numa taça de martini ou champanhe, coloque o torrão de açúcar e, nele, pingue algumas gotas de Angostura.

Depois, acrescente uns 25ml de conhaque (o suficiente para cobrir bem o torrão) e depois complete delicadamente com champanhe gelada.

O que é interessante sobre este drink é o fato de que o gosto dele vai se alterando enquanto você toma. Começa meio amargo e vai lentamente ficando adocicado à medida que o torrão de açúcar se dissolve.

Interessante, diferente e daquele tipo de drink que ninguém que você conhece já experimentou antes. Mó bom!

Bebe aê.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

THE FASTEST PLAYER EVER


Um post para os(o) fãs(fã) de guitarra que curtem(curte) o blog. Achavam que eu tinha esquecido de vocês, né?

Pois aqui estou com mais um soundclip RARÍSSIMO que vocês nunca ouviram antes e nem vão encontrar por aí. Peguei de um CD da revista inglesa Total Guitar Magazine.

A revista é pra mim o ápice das revistas de guitarra em todo o mundo, rrecheada de transcrições de músicas, reportagens interessantes, piadinhas britânicas e, como cereja do bolo, um CD com backing tracks e demos.

Tenho um monte em casa e só parei de comprar porque a porcaria é vendida em libras esterlinas, o que a torna marginalmente mais barata do que um rim no mercado negro.

De qualquer forma, achei um track bem bacana para quem curte estudar os diversos estilos dos guitarristas mais influentes do thrash metal (percebo a expressão de agonia de alguns dos meus leitores e peço desculpas).

Pegaram os guitarristas mais emblemáticos do shred-guitar e descobriram seus solos mais velozes, baseados na quantidade de notas por segundo (sério, alguém calculou isso). Aí fizeram uma base musical e tocaram cada um deles na sequência.

Ficou bacana e mostra muito claramente os estilos de cada guitarrista. Eis a lista dos solos, em ordem de VELOCIDADE:

1. Steve Vai – “The Riddle” – 20,8 notas por segundo.

2. George Lynch – “Wicked Sensation” – 19,8 notas por segundo.

3. Kirk Hammet (Metallica) – “Damage Inc.” – 19 notas por segundo.

4. Paul Gilbert – “Addicted To That Rush” – 18,8 notas por segundo.

5. Eddie Van Halen – “You Really Got Me” – 18,7 notas por segundo.

6. Joe Satriani – “The Mystical Potato Head Groove Thing” – 17,6 notas por segundo.

7. Nuno Bettencourt (Extreme) – “He-Man Woman Hater” – 17 notas por segundo.

8. Yngwie Malmsteen – “Far Beyond The Sun” – 16,8 notas por segundo.

9. Marty Friedman (Megadeth) – “Ashes In Your Mouth” – 15 notas por segundo.

10. Steve Morse – “Tumeni Notes” – 14 notas por segundo.

Destaque para o “excessivo” Yngwie Malmsteen numa inexpressiva 8a posição. CHUPA ESSA MANGA, LERDÃO!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SÁBADO À NOITE NO INFERNO

Enquanto esperava pela corrida do Japão, aproveitei para ver o novo filme do grande Sam Raimi. Para quem não lembra, o Raimi é o diretor da trilogia Evil Dead que dá origem ao nome deste humilde blog, além da por enquanto trilogia do Homem Aranha (o 4o filme está em produção já).

O filme é uma volta ao estilo “terrir” do cineasta e conta a história de uma garota que é amaldiçoada por uma cigana e tem 3 dias para resolver sua vida antes que um demônio arraste-a para o inferno. Não por acaso, o título do filme é “Arraste-me Para o Inferno”. Durrr.

Foi uma delícia de assistir de tão “bobo” que é o filme. Apesar do Raimi pesar um pouco a mão no fator “disgusting”, o filme tem cenas maravilhosas, como a briga da cigana velhinha com a moça, tudo no mais clássico estilo do genial “Uma Noite Alucinante”.

São travellings dramáticos de câmera, gente apanhando pra dedéu, sustos e muitos, MUITOS “fluidos” jorrando pra tudo quanto é lugar.

Acho muito bacana quando um diretor consegue ter uma levada tão característica que, independente do estilo do filme, fica logo na cara que tem o dedo dele. É o caso do Raimi. Tudo é meio “over”, caricato, e o resultado é invariavelmente divertidíssimo.

Então fica aí uma boa dica pro fim de semana: coloque o cérebro em neutro, prepare o estômago para alguns momentos verdadeiramente “ewwwwwwwww!” e arraste-se para o Inferno.

F1 2009 - GP DO JAPÃO

Jenson Button mostra a Rubens Barrichello quantos pontos
o brasileiro conseguiu descontar na corrida de Suzuka, causando
um "IHHH! EU NÃO DEIXAVA!" geral no pitlane. Felizmente,
em vez de partir para a briga, Barrichello preferiu responder
com seu habitual chororô feio bagaray.


E a Fórmula 1 volta a Suzuka para o prazer dos saudosistas como eu, que vibraram muito com as sempre interessantes corridas que aconteciam por lá.

2h00 da manhã é cruel, mas lá estava eu, sentado à frente da televisão enquanto aguardava o começo da transmissão e, por mais bizarro que pudesse parecer, a definição do grid de largada. Como haviam ocorrido inúmeras punições na tomada de tempo, a FIA distribuiu punições a rodo aos pilotos e nem eles mesmos sabiam em que posição iriam largar.

De qualquer forma, a corrida mostrou novo domínio do Sebastian Vettel, que liderou tranquilamente a prova toda e chegou a sua 4a vitória na carreira, 3a vitória na temporada. Foi o piloto que mais venceu depois do Jenson Button. Corrida à la Schumacher.

As Brawn ficaram lá pra trás e o Button deu mais uma demonstração de frieza e inteligência e chegou colado no Barrichello, impedindo o piloto brasileiro de tirar a vantagem nos pontos, que agora está em 14 pontos com 20 em jogo.

Praticamente impossível o Button não levar este título, mas periga o Barrica perder o vice. A Red Bull está muito melhor que a Brawn e não fosse a enorme vantagem que o inglês conseguiu construir no começo da temporada, agora a situação estaria preta.

Por falar em Button, fiquei feliz quando a transmissão passou ele ultrapassando o bom Robert Kubica porque finalmente VIMOS o Kubica na temporada! Iuhu! A BMW está tão sofrível esta temporada que o simples fato de vermos os pilotos já devia valer pontos pra eles.

Se bem que o Nick Heidfeld, companheiro do Kubica, fez uma corrida atípica para a equipe e se classificou bem, manteve o ritmo de prova e terminou num ótimo 6o lugar. Boa. Gosto desse cara.

O Raikkonen, já em clima de despedida da Ferrari, fez outra prova boa e se classificou em 4o. Apesar de não ser oficial, acho que tá na cara que o Kimi volta pra McLaren ano que vem. Isso significa que, pela primeira vez desde 1988, teremos dois campeões mundiais correndo pela mesma equipe. A última vez que isso aconteceu foi com Senna e Prost, na mesma McLaren.

Tenho que (infelizmente, porque não gosto da Toyota) destacar uma boa prova do Trulli, que fez tudo certo, superou o Hamilton nos boxes e terminou numa ótima segunda colocação, repetindo o feito do Glock na última corrida.

Agora é esperar pelo GP do Brasil. Não quero ser o arauto da apocalipse, mas acho que o circuito brasileiro vai ser palco, pela segunda vez consecutiva, do título de um piloto inglês em cima do piloto da casa (aliás, por que o Button corre com capacete verde e amarelo e o Barrichello com vermelho e branco? Não faria mais sentido ser o contrário?)

Mas, enfim, esperemos Interlagos!

domingo, 27 de setembro de 2009

AS MUITAS CORES DA CIDADE CINZA


Sempre considerei São Paulo uma cidade “cinza”. Faltam áreas verdes, cores nas casas e todo gringo que chega aqui se surpreende com a quantidade de carros pretos e prata que circulam pelas ruas.

Esta semana fui obrigado a ir a locais que geralmente não vou – tive que ir na Vila Alpina na segunda e fomos almoçar em Moema no sábado. Como sempre circulo só pelo chamado Centro Expandido, não reparo muito nas placas de rua e sua “nova” programação visual, com tarjas coloridas indicativas da região.

Até porque, no Centro Expandido, a tarja é um cinza-claro, quase branco. Mas, uma vez fora desta região central, as cores saltam aos olhos.

Achei a ideia de “legendar” as várias regiões de São Paulo muito interessante e ajuda a gente a ter uma ideia um pouco menos “vaga” de onde estamos na cidade.

Como vi várias cores distintas no caminho para a Vila Alpina, decidi pesquisar para saber quantas variações tinham ao todo. Descobri que são 10 as zonas, cada uma com sua cor, e achei um mapa com todas elas devidamente demarcadas.

Imagino que muita gente deve estar se perguntando o que isso tem de interessante a ponto de merecer um post, mas achei bacana entender um pouco melhor as cores que formam esta cidade tão "sem cor".

F1 2009 - GP DA CINGAPURA

Neste momento crítico do GP noturno da Cingapura,
alguém ultrapassa alguém em algum ponto do circuito. Ou não.


O segundo GP de Fórmula-1 noturno da história já começou divertido na sexta, quando o piloto Romain Grosjean da Renault teve um acidente praticamente idêntico á polêmica “batida de propósito” do Nelsinho Piquet no ano passado, quando corria pela mesma Renault. Era um sinal de que a corrida, embora noturna, não daria sono. E não deu memso.

A começar pelo Rosberg, que fez provavelmente sua melhor corrida da temporada... até jogar tudo fora num erro bobo na saída dos boxes (aliás, ô saidinha de boxes mais complicada, não?). Não fosse isso, ele provavelmente estaria na briga pelo pódio. Mas errou, foi penalizado e ficou lá pra trás.

Por falar em “lá pra trás”, esta é uma corrida que provavelmente a Ferrari vai querer riscar de sua história. A equipe italiana nada fez, o Raikkonen correu de maneira completamente burocrática e o Fisichella só apareceu para cumprir com o que parece ser uma nova função da equipe: ficar à frente da Force India. Com esta prova, são 3 corridas seguidas em que a Ferrari “reboca” um carro da Force India durante a prova.

A Force India, por sinal, protagonizou o primeiro abandono do Nick Heidfeld em 41 corridas, com a rodada do Sutil, que acabou atingindo o bom piloto da BMW. O último abandono do Heidfeld havia sido no GP dos EUA em 2007 e o coitado não teve culpa alguma no toque com o Sutil. Uma pena.

Lá na frente, o Hamilton teve uma vitória fácil, o que mostra a clara e constante evolução da McLaren e confirma que a equipe reencontrou o caminho. Isso deve estar fazendo o Raikkonen abrir um baita sorriso de orelha a orelha (se é que o Kimi é capaz de sorrir), dada a quase certa volta do finlandês da Ferrari para o time de Woking, casa dele de 2002 a 2006.

O Timo Glock, da ANTIPÁTICA Toyota (não gosto da Toyota) fez uma corrida perfeita e foi pro pódio em segundo, resultado totalmente inesperado. Seu companheiro de equipe Jarno Trulli nem apareceu na transmissão (o que, em se tratando do Jarno Trulli, é uma vantagem, porque ele geralmente aparece batendo, rodando ou tornando a vida das pessoas num inferno).

O sempre competente Alonso fez mais uma bela corrida e conseguiu se dar bem MESMO SEM trapaças e safadezas da equipe.

O Mark Webber, com problemas de freio, deu um adeus oficial a suas chances de ser campeão. Agora, 32,5 pontos atrás do Button, fica matemáticamente impossível tirar a diferença em apenas 3 provas e isso significa que apenas o inglês, o Barrica e o Vettel ainda têm chances.

O Button, por falar nisso, fez uma corrida muito inteligente e surpreendeu o Barrichello (que aparentemente ia chegar na frente do inglês) ao fazer uma segunda parte da prova mais comprida que o brasileiro, ultrapassando-o no segundo pit-stop. Agora, a diferença sobe de novo para 15 pontos, metade dos pontos ainda em jogo.

Como já havia dito aqui, este título é do Button, mesmo que (e isso não vai acontecer) o Barrichello vença as 3 provas restantes. Todo mundo diz que o inglês está psicologicamente abalado, mas a corrida de hoje provou que ele está simplesmente administrando a vantagem. O título é dele e ninguém tasca.

O outro pretendente ao título, Sebastian Vettel, estreou MAIS UM capacete novo e podia ter feito muito mais do que fez, porque estava brigando com o Hamilton. Mas ele pesou o pé no pit-lane e acabou sendo penalizado com um drive-through. O Button agradece.

Agora é esperar o GP do Japão semana que vem, às 2h00 da matina, lá em Suzuka. Se o piloto inglês conseguir 6 pontos a mais que o Barrica, sai de lá campeão mundial com duas corridas de antecedência.

Independente do que acontecer, corrida de madrugada é sempre divertido e já tô botando a cerveja pra gelar.

OS NÚMEROS DA FÓRMULA 1

Aqui o carro número 208 usado pela italiana Lella Lombardi em 1974.
O bizarro número foi uma jogada publicitária pelo patrocinador da equipe,
uma emissora de rádio de Luxemburgo cuja frequência era a 208.


Jogando F1 no computador com meus filhos (grandes apreciadores do automobilismo da máxima fórmula), optamos por inovar e, em vez de jogar com os carros e pilotos deste ano, escolhemos um outro ano a esmo – 1989.

Na hora de escolher os pilotos, me deparei com o bom e velho Gerhard Berger, correndo com seu habitual número 28, e aí me questionei se ele seria o piloto que mais correu com este número.

A dúvida é meio inútil e imagino que vocês devam achar um tanto lamentável alguém se dar ao trabalho de sequer parar pra pensar sobre o assunto. Mas eu parei e pensei.

E, pesquisando, descobri algumas curiosidades em relação aos números dos carros na Fórmula-1 que eu ADORARIA partilhar com vocês (para o desespero de muitos). Por exemplo...

O número mais baixo já usado num carro de F1 foi 0. Ele foi usado 3 vezes – em 1973, 1993 e 1994.

Em 73, a “honra” de pilotar um carro com número abaixo de 1 foi de Jody Shceckter. Em 93 e 94, foi o Damon Hill.

Pensando de forma racional e mercadológica, ninguém deveria ter vontade de correr com um carro ZERO. Mas se pensarmos sob fria luz da estatística, até que devia sim.

Por incrível que pareça, 100% dos pilotos que em algum momento usaram um carro de número ZERO na F1 acabaram se tornando CAMPEÕES MUNDIAIS.

Descobrir o piloto que mais teve o número 1 na carenagem não é exatamente um exercício de física quântica. É claro que é o Schumacher que, durante 120 corridas, ostentou o 1 no carro. É o que acontece quando se ganha SETE títulos mundiais. Em segundo lugar, empate técnico entre Senna e Prost, com 48 corridas cada.

A minha geração se acostumou a ver o 3 e 4 como os números da Tyrrell. Naquela época, convencionou-se que cada equipe teria seus próprios números – a Tyrrell sempre era 3 e 4, a Williams era 5 e 6, a Ferrari era 27 e 28, etc. A única forma que uma equipe tinha de não correr com seus números de origem era contar com o campeão do ano anterior como piloto.

Faz algum tempo que isso mudou e, hoje em dia, as equipes recebem seus números da FIA de acordo com a colocação no campeonato anterior.

Pela relativa falta de alternância nas vitórias durante os últimos anos, eu esperava que os pilotos que mais tivessem corrido com o 3 e 4 fossem expressivos, aqueles que QUASE tinham ganho o campeonato passado, mas que, por algum capricho do destino, tinham ficado com um vice.

E, de fato, muitos grandes pilotos já correram com o 3 e o 4. Mas os recordistas são o inexpressivo Johnathan Palmer, que usou o 3 no carro 48 vezes, e Patrick Depailler que correu 78 vezes com o número 4. Tudo porque correram pela já decadente Tyrrell durante várias temporadas.

E o número 5?

Seria muita maldade do destino se este posto não fosse do bom e velho “Leão”.

Felizmente, é dele sim. O Nigel Mansell, glorioso RED FIVE, correu 93 vezes com o cinco pintado no carro, muito à frente do segundo colocado Schumacher, que correu “apenas” 65 vezes.

É curioso pensar que o Mansell nunca correu com o 1, apesar de ter sido campeão do mundo. Quando conquistou o título, em 1992, migrou para a Indy, deixando a vaga na Williams aberta para o Damon Hill, que, por não ser o campeão, foi obrigado a correr com o número 0. O legal é que ele teve que fazer isso de novo quando o Alain Prost abandonou a categoria depois de ter sido campeão.

Voltando ao 5, parece ser um número de sorte. Dos 5 pilotos que mais correram com o número 5 em algum momento da carreira, TODOS são campeôes mundiais – Mansell, Schumacher, Mario Andretti, Nelson Piquet e Fernando Alonso.

O 6 não poderia ser de outro senão o Riccardo Patrese, que correu com este número 111 vezes. Aliás, os dois únicos pilotos que correram mais vezes com o mesmo número são justamente o Berger, que correu 113 vezes com o 28, e o Jacques Laffitte, que usou o 26 nada mais nada menos que 132 vezes.

Aliás, vocês sabiam que o místico número 27, personificado como o número da garra e vontade de vencer graças ao Gilles Villeneuve, foi usado por ele míseras 20 vezes?

O recordista de corridas com o número 27 é o Michele Alboreto, com 4 vezes mais que o Villeneuve: 80.

E aí, ainda temos o Alesi com 63, o Alan Jones com 45 e o Tambay com 23, todos à frente do notável piloto canadense. E, no entanto, o mito persiste.

O “maldito” número 13 não figura na supersticiosa F1. Os carros pulam de 11 e 12 para 14 e 15. Mas, mesmo assim, ele foi usado 3 vezes em toda a história da categoria. Pelo Mauritz von Strachwitz em 1953, pelo Moises Solana em 1963 e pela Divina Galícia em 1976.

Pelo currículo dos 3, acho que não deu muita sorte mesmo.

O número mais alto já usado na F1 foi 208, e foi usado uma única vez, pela pilota Lella Lombardi, em 1974.

O legal é que a Lella figura também como recordista em outro quesito – o de menos pontos ganhos. Em toda a carreira, ela conseguiu um total de 0,5 ponto. Ou seja, a pessoa que tem menos pontos na história da F1 foi justamente a que correu com o número mais alto. FREAKY!!!

E, só pra encerrar com chave de ouro, adivinhem quem foi o piloto que mais correu com o número DOIS.

Precisa MESMO dizer? Han? Han?