sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

PRIMEIRAS IMAGENS DO SCHUMACHER PILOTANDO UM F1 COM MOTOR MERCEDES


Ainda falando sobre a ida do Schumacher para a Mercedes, lembro da época em que o alemão ainda estava na Benetton e as apostas eram de que ele iria para a McLaren, que começava com o motor Mercedes.

Pra quem não sabe, a Mercedes foi onde o Schumacher começou sua carreira no automobilismo, formando um trio de ferro com outros dois promissores pilotos – Karl Wendlinger e Heinz-Harald Frentzen – e todos achavam que ver o capacete do alemão num carro com motor Mercedes era só uma questão de tempo.

Só que muita gente acha que isso só vai acontecer pela primeira vez este ano, com a contratação do cara pela montadora alemã, e isso não é bem verdade. Como vocês podem ver pela foto aí em cima, isso já havia ocorrido uma vez, em 1996, no GP de Mônaco.

Mas, você deve estar perguntando, na época o Schumacher corria pela Ferrari, então que catso o cara estava fazendo pilotando a McLaren nas ruas do principado?

A resposta é que ele nunca pilotou a McLaren. O que aconteceu neste grande prêmio foi que o capacete do David Coulthard estava embaçando e nada que ele fizesse resolvia o problema. A saída foi pegar outro capacete emprestado e, como a Ferrari e a McLaren eram ambas patrocinadas pela Marlboro na época, o Schumacher emprestou um de seus cascos pro piloto escocês.

Na prática, o que se viu naquele GP de Mônaco foram dois Schumachers pilotando simultaneamente para duas equipes diferentes.

Curiosamente, isso foi uma das coisas MENOS bizarras que aconteceram nesta corrida.

Choveu pra dedéu e a corrida terminou no limite de duas horas, com apenas 4 carros na pista e com uma surpreendente e inesperada vitória do Olivier Panis, da Ligier – a única vitória de sua carreira.

O Schumacher se envolveu num acidente no começo da prova e não conseguiu dar uma única volta, mas o “outro” Schumacher – David Coulthard – fez uma bela corrida e terminou em segundo.

PATROCÍNIO INVISÍVEL


Fazia tempo que não postava nada relacionado a futebol e imagino que isso mudará radicalmente com a Copa do Mundo, mais pro meio do ano.

Mas vi um negócio bacana e decidi dividir com vocês, que também considero bacanas. Os torcedores do time argentino Racing devem estar comemorando o novo patrocinador do clube – o Banco Hipotecário – pela interessante estratégia de marketing que eles adotaram.

Sob o conceito de que a camisa é propriedade dos torcedores, e não de um patrocinador, eles lançaram a camisa completamente livre de patrocínio.

É claro que isso é apenas uma jogada de marketing do banco e dificilmente isso acontecerá com outros times, mas seria legal imaginar um campeonato de futebol com seus times ostentando apenas as suas cores e escudo. Traria de volta um certo romantismo ao esporte. Deveriam transformar esta atitude do Banco Hipotecário em LEI e banir manifestações publicitárias das camisas de futebol.

E, já que sonhar não custa nada, bem que a Kalunga podia voltar a patrocinar a camisa do Corinthians, né? Achava muito emblemático o Corinthians com aquele KALUNGA impresso na camisa.

Mas, claro, isso é apenas uma opinião pessoal.

A QUICK GUIDE TO THE HITCHHIKER'S GUIDE


Baixei outro dia a coleção completa da série de rádio inglesa “The Hitchhiker’s Guide To The Galaxy” (no Brasil chamado de “Guia do Mochileiro da Galáxia” ou algo assim), baseada nos livros homônimos escritos pelo Douglas Adams (já postei alguma coisa sobre isso aqui).

Fazia muito, muito tempo que eu não ouvia essa “dramatização radiofônica” porque eu tinha isso gravado nuns K7 (ooohhh!) que copiei DA MÃE do Meu Amigo Zoca*. Como não tenho mais onde ouvir K7 em casa, nunca mais ouvi, mas aí encontrei um torrent com a série completa em mp3 e imediatamente baixei pra ouvir no i-pod.

Aí descobri uma coisa muito interessante, que acho que poucos fãs dos livros sabem. O programa de rádio NÃO É baseado no livro “The Hitchhiker’s Guide To The Galaxy”, mas é justamente o contrário.

A série foi feita para o rádio em 1978 e, devido ao seu enorme sucesso, o Douglas Adams decidiu escrever a famosa “trilogia” de cinco livros.

Há alguns anos, decidiram fazer um filme, mas é péssimo e eu fortemente recomendo que vocês não percam duas horas de sua vida com isso.

Mas o livro ou programa de rádio são obrigatórios pelo roteiro inusitado, humor ácido e incrível variedade de personagens bizarros, como o Babel Fish, que mencionei anteriormente, e o Ravenous Bugblatter Beast of Traal.

O tal bicho é uma fera violentíssima, mas também um dos seres mais estúpidos do universo. Ao encontrar um pela frente, basta você enrolar uma toalha na cabeça, de forma que você não consiga mais ver o bicho, e ele deduz que, se você não consegue vê-lo, ele não consegue ver você.

Leiam e ouçam. É uma diliça.


* Para preservar o indivíduo em questão de prováveis danos à sua reputação em virtude de suas quase sempre questionáveis atitudes éticas e morais, o nome de Mark Damian Ament será substituído neste blog pelo pseudônimo “MEU AMIGO ZOCA”.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

EVIL DEAD, THE MUSICAL ou SINGIN' IN THE ABUNDANT GUSH OF BLOOD SPLATTERS

A atriz Sissy Spacek, fotografada na fila da pipoca
durante o intervalo da peça “Evil Dead, the Musical”.


Estava folheando algumas Lürzer’s Archive (revistas especializadas em propaganda) hoje e me deparei com anúncios sobre um musical que está em cartaz há alguns anos no Canadá e EUA, baseado na ESPETACULAR TRILOGIA DE FILMES “EVIL DEAD”.

Como o nome do blog deriva diretamente de um dos filmes (como vocês já estão cansados de saber), eu não tinha como deixar de postar estes anuncinhos aqui.

O musical se chama “Evil Dead – The Musical” e é uma mistura de música, comédia e terror, com música de Christopher Bond e um bônus inusitado para os espectadores: todos ganham capas de chuva para se proteger dos ESPIRROS DE SANGUE que jorram do palco durante toda a apresentação.

Adoraria que o musical fizesse uma tour brasileira, mas como não há previsões para que isso ocorra, para assistir só mesmo indo pra América do Norte.

De qualquer forma, seguem os 3 anúncios feitos para divulgar o espetáculo, com o conceito de que “é como aqueles musicais que você ama, só que MALIGNO”.

Groovy no úrtimo!

NOVO CASCO DO KIMI RAIKKONEN


Post pra quem estava curioso pra ver como seria o novo capacete do Kimi Raikkonen, agora correndo no mundial de rali (se bobear, só eu estava).

Taí em primeira mão uma foto do cara fazendo seu primeiro teste num Citroën C4.

O capacete já incorpora o novo patrocinador do cara, a Red Bull. Saem o preto e vermelho, voltam o azul e prata.

Não costumo gostar deste template da Red Bull que eles insistem em imprimir nos cascos dos pilotos que patrocinam, mas o do Raikkonen me parece ter mantido um mínimo de identidade. Sei lá. O Raikkonen é mestre em mudar de capacete.

Algum dia posto aqui a evolução dos cascos do finlandês pra quem quiser ver. Ou não.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

VIVA LA COPIA!


Pra quem ainda não sabe, recentemente (ou não tão recentemente) houve um quebra-pau nos tribunais entre o Joe Satriani e o Coldplay.

O guitarrista alega que a banda plagiou sua música “If I Could Fly” ao gravar a canção “Viva La Vida”.

Muita gente que gosta do Coldplay (eu não sou uma dessas pessoas) diz que não, que a banda nunca faria isso, que se trata de coincidência, coisa e tal.

Só que achei este vídeo no Youtube que desmembra as duas músicas de forma minuciosa – ritmos, progressão de acordes, melodia, etc., e junta as duas para que o ouvinte possa tirar suas próprias conclusões.

Acho que realmente não sobra a menor dúvida sobre esta curiosa declaração do Chris Martin, vocalista do Coldplay:

"Definitivamente, somos bons, mas não acho que podemos dizer que somos tão originais assim. Acho que podemos dizer que somos ótimos plagiadores!”

Inegável esta segunda parte do comentário, mas eu só disputaria a primeira parte, onde ele diz que “definitivamente” eles são bons. Cá entre nós, Coldplay é chato bagaray!


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PRATEADO, PRATEADUSCO, PRATEADANTE, PRATEADÃO...


Após algumas duras críticas, finalmente decidi postar algo sobre a volta do Schumacher à categoria máxima do automobilismo mundial.

Hoje ele fez o primeiro teste com um carro da GP2 em Jerez, na Espanha. Não divulgaram tempos, e nem acho que eles serviriam para alguma coisa, mas é bacana ver o cara pilotando de novo.

Falaremos de tempos, previsões e prognósticos quando tivermos os carros para a temporada, porque agora tudo seria meramente especulativo.

Mas, de quebra, já vou bater uma aposta com vocês que este capacete vermelhão não vai estar no grid de largada no primeiro GP de 2010.

Pra quem não se lembra, o Schumacher não começou com um capacete vermelho, mas com um branco ostentando a bandeira da Alemanha e um topo azul celeste (Fig. 1).

Fig.1: Capacete branco ostentando a bandeira
da Alemanha e um topo azul celeste


O vermelho só entrou em circulação no ano de 2000, para diferenciar do companheiro de equipe Barrichello (ó ele aí geeeeeeeeente!) e pra fazer um auê com os torcedores da Ferrari (Fig. 2).

Fig. 2: Capacete vermelho para diferenciar do companheiro
de equipe e fazer um auê com os torcedores da Ferrari


Agora, com a mudança para a Mercedes, que foi sua porta de entrada para as corridas e possibilitou que o cara desse o primeiro passo no que viria a ser a mais vitoriosa carreira da história da F1, duvido que ele vai deixar passar a chance de homenagear em grande estilo a equipe mais emblemática do automobilismo alemão.

Pode escrever: teremos um Schumi correndo com casco prateado.

Só a título de curiosidade, o cara já havia usado um capacete com detalhes em prata (cromado) em 1998, durante o GP do Japão (Fig. 3).

Fig. 3: Capacete com detalhes em prata (cromado)


Quem sabe o design não dá a dica de como será o capacete do alemão para este ano?

sábado, 9 de janeiro de 2010

50 MORTES QUE MERECEM BIS


Esta dica veio do Pedrão, do ótimo Original Pinheiros Style. Fizeram um levantamento das 50 mortes mais, como direi... antológicas? do cinema.

As toscas, as engraçadas, as chocantes, as inesperadas e até o Kevin Bacon e o Johnny Depp deixando esta vida de forma pouco convencional, tá tudo lá.

Vale destacar a impressionante qualidade artística do ator que morre no clipe 48 e uma das cenas mais politicamente incorretas de toda a história do cinema no clipe 42.

Diversão pura. Assistam aqui.

P.S. Desculpem pelos clipes que foram removidos pelos usuários do youtube. Também fiquei meio frustrado...

A INCRÍVEL HISTÓRIA DA BANDA DE DIXIELAND QUE MORAVA DENTRO DA GUITARRA DO BRIAN MAY

Brian May entra no estúdio em 1975
para gravar o solo da música "Good Company".


Acho que só os Beatles conseguem ser mais ecléticos e ricos musicalmente que o Queen e grande parte do fantástico som da banda se deve ao talento do guitarrista Brian May (que, como vocês vão ver a seguir, muitas vezes valia por uma banda inteira).

Já postei sobre um trabalho solo do May aqui, mas decidi fazer outro post sobre o cara após assistir ao making-of do disco “A Night At The Opera” (aquele que tem “Bohemian Rhapsody”).

O disco inteiro é uma aula de peso, bom gosto e musicalidade, mas uma parte em especial me chamou muito a atenção, por se referir a uma música à qual nunca dei muita bola: a “Good Company”.

Já havia ouvido algumas vezes, mas nunca dei o devido valor a ela, talvez por achar aquela base de ukelele meio folk demais pro meu gosto. Mas aí assisti ao making-of e prestei atenção solo final que eu tinha na cabeça ter sido feito por uma banda estilo dixieland, tipo o Temperance Seven (que algum dia posto aqui também). Só que não é uma banda. É só guitarra.

No documentário, o Brian May explica como ele fez isso, dando a cada guitarra uma sonoridade que se aproximasse dos instrumentos de uma banda – trompete, trombone, clarinete, etc. – inclusive tocando linhas melódicas do jeito que estes instrumentos as tocariam.

O resultado é absolutamente fenomenal e o mp3 já deve estar até gasto de tanto que ouvi a música. Selecionei aqui a parte do making-of que fala da música pra vocês verem o quanto o Brian May é INACREDITAVELMENTE KICK-ASS.

Assiste aê:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

ISTO É UMA VERGONHA ALHEIA

E que pior maneira de começar 2010 do que com os comentários do âncora da Band, Boris Casoy, hein?

Pra quem não viu (eu não tinha visto), isso aconteceu no Jornal da Band no final do ano passado. O apresentador, sem saber que ainda estava com o áudio ligado, comentou de forma, digamos, pouco gentil, os votos de feliz 2010 dados por dois garis durante o programa.

Até pelo teor mais light do blog, não sou de ficar protestando contra atitudes que considero politicamente incorretas (mesmo porque acho esse tipo de “engajamento” um tanto pé-no-saco), mas como estava sem assunto e com vontade de postar alguma coisa neste ano novo, aí vai este flagra do Sr. Casoy que foi realmente “UMA VERGONHA”.

Assiste aê:

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O "MEU AMIGO ZOCA" DOS HOTÉIS*

Tem um hotel em Amsterdã que se vangloria do fato de ter sido eleito o PIOR HOTEL DO MUNDO e usa isso como vantagem mercadológica – o Hans-Brinker Budget Hotel.

Aparentemente, o serviço é uma bosta e nada funciona direito, mas eles de orgulham do fato de serem “acidentalmente eco-friendly” graças a diferenciais como lâmpadas que não ligam e, consequentemente, gastam menos energia.

O hotel foi descrito como “parecido com o inferno, só que sem a calefação adequada” e recentemente deve ter passado por reformas, porque eles anunciam que agora possuem portas “em todos os quartos”.

A qualidade peculiar do hotel rendeu até um livro que dá para comprar na Amazon e confesso que deu até vontade de ir pra Amsterdã dar uma conferida no lugar.

Aliás, imagino que, para encarar um hotel como o Hans-Brinker, só mesmo por lá, onde não é contravenção você passar o dia COMPLETAMENTE DOIDÃO E CHAPADO.

Confiram o site do pior hotel do mundo aqui e boralá pra Holanda.


* Para preservar o indivíduo em questão de prováveis danos à sua reputação em virtude de suas quase sempre questionáveis atitudes éticas e morais, o nome de Mark Damian Ament será substituído neste blog pelo pseudônimo “MEU AMIGO ZOCA”.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

NOEL x NEWTON ou O ACOLHEDOR MITO DO PAPAI NOEL VISTO SOB A FRIA E PRECISA LUZ DA CIÊNCIA

Cientistas alegam que este pedaço de carvão seria de fato
Rudolf, a famosa rena do nariz vermelho.


Há muito tempo, li uma reportagem muito interessante sobre o Papai Noel e sempre lembro dela na época em que o Bom Velhinho volta a bombar na mídia (tipo no Natal, por exemplo).

O texto explicava o fenômeno Papai Noel pela ótica da física. Muita gente já deve ter lido, mas vou postar aqui só porque sempre que quero reler, preciso ficar googlando pela net atrás da reportagem original, então prefiro ter aqui no aconchego do meu blog para consultar sempre que necessário. O texto foi publicado pela primeira vez na revista Spy, em 1990. Para os que ainda não leram, o texto relatava os seguintes fatos:

1. Não há registro nos anais da ciência de qualquer tipo de rena voadora. Porém, existem cerca de 300.000 espécies de organismos vivos que ainda precisam ser classificados biologicamente e, enquanto a grande maioria destes são insetos e germes, isso não anula completamente a hipótese das renas voadoras que, diga-se de passagem, só o Papai Noel já viu.

2. Há 2 bilhões de crianças (pessoas com menos de 18 anos) no mundo, mas, como o Natal é uma data cristã, isso automaticamente excluiria crianças de outras religiões (muçulmanas, judias, budistas, etc.), que não se "qualificariam" para receber presentes de Natal. Isso cortaria o total para apenas 15% das crianças, ou seja 378.000.000 crianças. O censo indica uma média de 3,5 crianças por casa, o que reduz o número de casas a serem visitadas pelo Bom Velhinho para “apenas” 91,8 milhões.

3. Graças à rotação da terra e diferenças de fuso horário, Papai Noel teria 31 horas de Natal para fazer sua distribuição de presentes (desde que, claro, ele viajasse do leste para o oeste, o que parece lógico). Isso significa que ele teria que visitar 822,6 casas a cada segundo. Em termos práticos, ele teria 1/1000 de segundo para estacionar o trenó, pular para dentro da chaminé, colocar o presente na meia, comer o lanchinho deixado para ele (podem reparar que ele SEMPRE come tudo), subir pela chaminé de novo e sair acelerando seu trenó rumo à próxima casa.
Partindo do pressuposto que cada uma dessas 91,8 milhões de casas fosse distribuída de forma homogênea pelo planeta (o que, como todo mundo sabe, não é verdade, mas vamos aceitar isso como verdadeiro apenas para efeitos de cálculo), então estamos falando de aproximadamente 1,25km de uma casa para outra, o que resultaria em uma viagem total de 121 milhões de km (sem contar as paradas para fazer o que a maioria de nós faz no mínimo uma vez a cada 31 horas, a não ser que se use uma fralda geriátrica).
Isso significa que o trenó do Papai Noel estaria se movendo a 1.046km por segundo, 3.000 vezes mais rápido que a velocidade do som. Para comparar, o veículo mais veloz na terra – a sonda espacial Ulysses – se locomove a míseros 44km/s. E uma rena comum atinge uma velocidade de NO MÁXIMO 24km/h.

4. Aí temos outro fator importante nesta equação toda: o peso do trenó. Vamos imaginar que cada criança receba nada além de uma caixinha básica de Lego, pesando 1kg (o que, como pai, posso atestar ser FALSO, já que meus filhos ganharam um Playstation e um ROBÔ GIGANTE E INCRIVELMENTE BARULHENTO do Papai Noel este ano). O trenó teria então uma carga de 320.300 toneladas – isso sem contar o próprio Papai Noel, invariavelmente descrito como OBESO.
Aqui na terra, uma rena comum não consegue puxar mais do que 136kg, mas, mesmo que aceitássemos que uma “rena voadora” (ver item 1) conseguisse puxar 10 VEZES este peso, precisaríamos de muito mais do que as 8 ou 9 renas que vemos nos desenhos natalinos para puxar o trenó. Na verdade, precisaríamos de 214.200 e isso aumentaria o peso total (sem contar o trenó em si) para 353.430 toneladas. Para comparar mais uma vez, estamos falando de 4 vezes o peso do cargueiro Queen Elizabeth.

5. Para complicar, ter 353.000 toneladas viajando a 1.000km/s causaria uma enorme resistência do ar, o que aqueceria as renas da mesma forma que uma espaçonave durante a reentrada atmosférica. O primeiro par de renas absorveria 14,3 QUINTILHÕES de joules de energia por segundo incinerando-as quase que instantaneamente e expondo o par de renas seguinte, causando uma sequência de BOOMS SÔNICOS ENSURDECEDORES.
Todas as renas seriam vaporizadas em meros 4,66 milésimos de segundo, enquanto o Papai Noel estaria sendo sujeito a uma força centrífuga 17.500,06 vezes maior que a gravidade. Se ele pesasse uns 110kg (o que parece ser magro demais, levando-se em conta as representações artísticas do Bom Velhinho) o homem estaria colado na parte de trás do seu trenó por uma força de 1.957.257,88kg.

Resumindo. Se Papai Noel algum dia distribuiu presentes durante o Natal... digamos que não foi uma experiência que ele teria muita vontade de repetir no ano seguinte. O que, cá entre nós, é bom pra ele porque eu estou DOIDO DE VONTADE DE PROCESSÁ-LO PELO ROBÔ GIGANTE E INCRIVELMENTE BARULHENTO QUE ELE DEU PRO MEU FILHO.

COOLTRAMAN JAZZ


Sei lá como, outro dia me deparei com o disco de um tal Toshiki Nunokawa chamado The Return of Ultraman Jazz.

O disco conta com versões jazzeadas de temas da família Ultraman, incluindo o melhor de todos (na minha opinião) – o Ultra Seven.

É uma grande bobagem, mas eu sou fissurado em grandes bobagens e não podia deixar de postar isso aqui.

O Nunokawa é guitarrista e tem aquela levada meio smooth jazz, o que proporciona no ouvinte uma sensação que de inicio é agradável e depois migra pro ridículo quando a gente se dá conta do que é que estamos ouvindo de fato.

De qualquer forma, eu achei incrivelmente divertido e resolvi deixar o tema do Ultra Seven pra vocês como presente tardio de Natal, só que o Houndbite não suporta o peso do arquivo.

Então achei mais simpático passar o link para que vocês baixem o disco inteiro no RapidShare e depois ouçam à vontade (ou não).

É só clicar neste link aqui e clicar no link pro RapidShare e fazer o free download (se bem que a única pessoa que conheço que tem alguma chance de achar isso remotamente cool é o Uncle Bugz e ele não necessita de instruções pra usar o RapidShare...)

Enfim, eu “recomendio”. Ouve aê.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A VOZ DE ROCHA


Ontem tive a grande oportunidade de assistir ao show de uma lenda viva – o chamado "the voice of rock", Glenn Hughes.

Nos meus longínquos tempos de adolescente, eu conhecia apenas o trabalho dele no Deep Purple, onde ele dividia os vocais com o David “Whitesnake” Coverdale e, curiosamente, curtia mais o estilo mais porrada do Coverdale em contrapartida à levada mais funkeada do Hughes.

Com o tempo, conheci o trabalho solo dele e fiquei fissurado pelo cara, que fazia um mix de blues, funk, soul e hard rock. Comprei tudo que achei do cara e esperava ansiosamente pela chance de vê-lo ao vivo.

Aí, ontem finalmente rolou. Foi no Carioca Club, um lugar pequeno e com infraestrutura pra lá de precária. A começar pelo ingresso, comprado pela internet e mandado pra mim por e-mail, que não possuía nem o endereço e nem o horário do show.

Enfim, depois de uma demora de uma hora e meia, subiu ao palco a banda Casa das Máquinas, o que pra mim foi uma surpresa, já que em nenhum lugar havia indícios de que isso ocorreria.

O show foi interessante, mas LOOOOOOOOONGO, com solos de bateria de nada mais que TRÊS bateristas diferentes, o que achei completamente desnecessário.

Aí, mais 40 minutos e finalmente entra o Hughes, que começa o show com a fenomenal “Stormbringer”, do álbum homônimo do Deep Purple.

A casa foi à loucura.

Foi um show recheado de clássicos do Purple, algumas músicas novas e muitos improvisos vocais, com os agudos incrivelmente precisos que são marca registrada dele.

Cantou até “Mistreated”, a música emblemática do Coverdale. e só faltou ele cantar “Child In Time” pra desbancar também o Ian Gillan e se firmar como o melhor vocalista da história do Purple.

Apesar de algumas atuações performáticas que beiravam Ney Matogrosso, uns improvisos que passaram um pouco do ponto e uma versão de “Burn” que o tecladista e o baterista tentaram de todas as formas ferrar, o show foi apoteótico.

E a gente saiu do lugar com aquela sensação de ter presenciado um momento histórico.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

É SÓ SÃO PEDRO TRABALHAR QUE SÃO PAULO PARA

Nós, finalmente, chegando à Funchal depois da chuva
desta quinta (na contramão, mas chegando).



Hoje choveu em São Paulo.

Choveu bem na hora que saíamos da garagem da nossa agência, na Vila Olímpia para ir a uma produtora de filmes.

Isso foi às 15h50 e chegamos na produtora às 16h03 (com 3 minutos de atraso).

A chuva parou pouco depois que a reunião começou e não voltou mais durante as 2 horas que se sucederam.

Mas foi só terminarmos a reunião que lá vieram os pingos do céu novamente.

E levamos mais duas horas para fazer um percurso de 4km - percurso este que havíamos feito em 10 minutos há míseras duas horinhas.

E tudo simplesmente porque choveu.

Me contaram há muito tempo (não tenho embasamento científico para comentar a veracidade da informação) que São Paulo era a cidade mais impremeável do mundo. Ou seja, a cidade com menor área de escoamento de água no planeta.

Sei lá se isso confere ou não, mas hoje me fez pensar se não é este o caso mesmo, ou se pelo menos não estamos entre as top 5.

Choveu bem. Mas não para causar uma paralisia total na maior cidade da América Latina. Só que causou.

4km em 2 horas. Vamos pensar um pouco no que isso significa.

A cada minuto, a gente evoluía aproximadamente 33 metros.

Para efeitos de comparação, eu pedalei o equivalente a 5km em apenas 10 minutos na academia hoje de manhã. Tudo bem que a bicicleta era ergométrica e não se moveu de fato. Mas, se tivesse rodas, eu teria ido e voltado da produtora SETE VEZES no tempo que a gente levou só pra pra fazer o mesmo percurso de carro.

E quando pensamos que fizemos o percurso todo a aproximadamente 2km/h e que a média de velocidade para uma pessoa que está andando normalmente é de uns 4km/h, a gente percebe que conseguiu ser 50% mais lento DE CARRO do que teríamos sido A PÉ.

Ou seja - ANDANDO, a gente teria chegado UMA HORA ANTES.

Alguém ainda duvida que tem algo muito, muito errado acontecendo nesta cidade?