quinta-feira, 19 de maio de 2011

TODA UNANIMIDADE É SURDA


Hoje tem a penúltima eliminação do American Idol (lá fora, porque aqui no Brasil chega com atraso). Como sempre faço, acompanho o programa religiosamente – baixo da internet para assistir antes da programação brasileira e, ainda mais importante, SEM COMERCIAIS – sempre esperando que os maiores talentos conquistem o voto popular e cheguem à final.

Normalmente quebro a cara, e este ano não está sendo diferente (se você assiste pela TV à cabo e ainda não está na fase dos 3 finalistas, pare de ler agora porque vai ter spoiler...)

O fato é que os quatro melhores da competição já foram pra casa – a diva Pia Toscano, o malucão Casey Abrahams, o inacreditável Jacob Lusk e o metal god James Durban.

Sobraram a insuportavelmente chata Haley Reinhardt e uma dupla de cantores com levada country que, se não são ruins, também são incrivelmente nichados pra um tipo de música altamente americanóide.

Tá certo que o programa chama AMERICAN Idol e as eliminações são baseadas em votos de AMERICANOS, mas eu sempre fico na expectativa de ver alguém realmente bom e versátil ganhando a competição.

E aí sempre me decepciono porque, vamos ser sinceros, povo é povo em qualquer lugar do mundo e as massas sempre preferem o fácil de assimilar ao musicalmente complexo.

É por isso que acontecem coisas como a derrota do genial Adam Lambert para o insosso Kris Allen há dois anos.

É por isso que mais uma vez, o American Idol vai chegar ao final decepcionando quem de fato aprecia música de qualidade.

Claro que, independente do que EU acho, todo mundo tem o direito de expressar seus gostos musicais, mas só queria deixar registrado que essa liberdade só existe porque EU NÃO ESTOU NO CONTROLE.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

MOVING PICTOGRAMS

Da série "ideias que eu gostaria de ter tido", aqui vão posters de cinema feitos usando apenas pictogramas.

Deu saudade dos posts com "movies at the foot of the letter" que eu havia feito há algum tempo (aos curiosos: aqui e aqui)

Os pictogramas abaixo eu roubei do sempre essencial FFFFound!















F1 2011 - GP DA TURQUIA

Esse moço aqui é Memet Ali Talhat - presidente da República Turca
do Chipre do Norte. Por causa dele, talvez este tenha sido o último
GP da Turquia de Fórmula-1. Ou seja, por causa do presidente de
um país que oficialmente NEM EXISTE, pode deixar de existir também
uma das melhores corridas da temporada. Bacana né?


Com atraso indesculpável, aqui alguns comentários sobre o que pode vir a ser o último GP da Turquia. Apesar de alegarem que o motivo é financeiro, na verdade a semente da causa foi plantada lá em 2006, quando Felipe Massa ganhou a corrida (não por culpa dele, que se diga de passagem).

No pódio, o brasileiro recebeu o troféu do presidente da República Turca do Chipre do Norte, um país que tecnicamente NÃO EXISTE. O residual do episódio foi que a Turquia teria usado a transmissão mundial do evento como forma de demarcar publicamente sua zona de influência, algo condenado pela FIA.

Como resultado, multa pesada na organização da corrida e o afastamento do dinheiro público turco para sediar o evento, uma vez que era justamente este tipo de exposição que fazia com que o GP da Turquia interessasse ao governo.

Com isso, a corrida se tornou inviável para investimentos privados e a tendência é que teremos de dar adeus a uma das melhores pistas da temporada, com seu espetacular complexo de mini-curvas que formam a deliciosa Curva 8 – a chamada “Diabolica”.

É um pecado, mas este ano ainda teve corrida, e teve Sebastian Vettel. Mais uma vez, ele correu sozinho a prova toda, mostrando que dificilmente alguém vai tirar o bicamepeonato dele. Pelo visto, vitórias como a de Lewis Hamilton – ocorrida na China – vão ser raridades nesta temporada.

A largada prometia algo interessante, com o cada vez melhor Nico Rosberg assumindo a segunda posição com propriedade, seguido por Webber. Não demoraria para que a tal ASA MÓVEL desse de volta o segundo lugar ao australiano e aí, como nas outras corridas deste ano, a prova se resumiu a pit-stops e ultrapassagens.

A quantidade de paradas durante a corrida quebrou o recorde: foram 82 ao todo, superando a antiga marca de 75 – no GP da Europa de 2007. Vale lembrar que aquela corrida foi uma que começou seca e depois CHOVEU PRA DEDÉU, então não pode ser considerada uma prova típica. Já no GP da Turquia deste ano, não choveu uma única gota - foi uma corrida rigorosamente normal. Isso indica que teremos que nos acostumar a assistir mais a pit-stops do que corridas propriamente ditas...

Como resultado, ficou quase impossível entender o que de fato estava ocorrendo durante a prova, porque a impressão era que os pilotos paravam a cada 3 voltas.

Além deesta "imprevisibilidade" na classificação, o que este excesso de pit-stops causou também, claro, foi uma grande quantidade de ultrapassagens. Aliás, tantas que a prova igualou o recorde histórico neste quesito – foram 79 ao total.

Para efeitos de comparação, a outra prova com tantas ultrapassagens foi o GP de Long Beach de 1983 (sim, mil novecentos e OITENTA E TRÊS). Vale dizer que aquela prova terminou com a dupla da McLaren John Watson e Niki Lauda em primeiro e segundo lugares, tendo largado nas duas últimas posições do grid. Ou seja, mais uma corrida ATÍPICA.

Enfim, por mais confuso que tenha sido, o GP da Turquia foi divertido de assistir. Nem as famosas estratégias bizarras do Jenson Button conseguiram ser vantajosas para o piloto, que perdeu muito tempo por ter feito uma parada a menos, tendo a dirigibilidade de sua McLaren completamente comprometida.

Quem mostrou serviço, por outro lado, foi Fernando Alonso, que terminou a corrida em terceiro após uma (na verdade algumas) belas disputas com Webber, e conseguiu dar à Ferrari seu primeiro pódio da temporada.

E, graças ao atraso deste post, daqui a muito pouco já teremos outro GP - o de Barcelona! Viram como é bacana ser relapso?

terça-feira, 17 de maio de 2011

REAL-LIFE SIMPSONS

Sei que estou em dívida com o(s) fã(s) – provavelmente no singular – de Fórmula-1 que acompanham este blog, por ainda não ter feito a resenha sobre o GP da Turquia. Prometo que isso se resolverá muito em breve, mas aqui vai mais um post rápido com algo bem bacana.

Há algum tempo, circulou pela net um vídeo com a abertura dos “The Simpsons” feita com atores de carne e osso. Pra quem ainda não viu, vale a pena conferir no vídeo abaixo.





Aí hoje me deparei com mais um mash-up de desenho com vida real: a casa de verdade dos personagens, nos mínimos detalhes (roubei isso do site 9gag):


Agora só falta os cirurgiões plásticos e cabeleireiros incluírem body-mods para deixar as pessoas com as feições bizarras dos desenhos (pelo menos a barriga do Homer eu já achei uma forma de replicar na vida real...)

Se conseguirem, acho que logo logo dividiríamos a fila do banco com gente como o simpático rapaz abaixo:

quinta-feira, 12 de maio de 2011

RETRO CARS

Diferente do imbatível MONSTROS S/A, confesso que não fiquei APAIXONADO pela animação CARS da Pixar, talvez por achar que faltassem cenas de corrida no filme.

Mas devo admitir que estou começando a ficar ansioso pela sequência, que será lançada no fim de junho, especialmente pelos posters-teaser com levada retrô que eles jogaram na mídia estes dias.

AWESOME.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O PRINCÍPIO DE PETER NO MUNDO CORPORATIVO


Estávamos conversando outro dia sobre a supervalorização do quesito “promoção” e eu argumentei que achava muito errado o processo corporativo que entende que a única maneira de recompensar a excelência profissional é empurrando a pessoa um degrau acima na escada corporativa.

Sempre considerei isso um pouco esquisito, porque se o profissional está se destacando na função que ele foi contratado para fazer, deveria ser incentivado a melhorar ainda mais nesta função. A ascensão profissional deveria ser algo pedido quando a pessoa não tem mais interesse em se manter nesta função, e não algo obrigatoriamente oferecido como recompensa por um bom trabalho.

É por isso que aplica-se no mercado o chamado Peter Principle, ou Princípio de Peter, que dita que o máximo que qualquer funcionário pode almejar profissionalmente numa hierarquia é ser promovido a um nível de incompetência.

O conceito é de um livro escrito em 1969 pelo Dr. Laurence J. Peter e Raymond Hull e, apesar de inicialmente formulado como um livro de humor, o conteúdo da publicação é incrivelmente atual e preciso.

Na nossa vida profissional, vemos exemplos disso aos montes. O funcionário exerce sua função de forma muito boa e é premiado por isso com uma promoção para um cargo acima na hierarquia da empresa. Esta nova função exige que ele tenha novas obrigações, nova dinâmica de trabalho, novas responsabilidades e, muitas vezes, até mesmo que ele tenha que parar de fazer a função que o fez ganhar destaque em primeiro lugar.

Por este sistema deficiente, em vez de você ter as melhores pessoas nas melhores posições, fazendo o que sabem fazer de melhor, a máquina obriga a pessoa a subir até atingir um nível de mediocridade que impeça de ir mais alto. Só que aí já é tarde e a pessoa está atuando aquém de suas capacidades profissionais e, consequentemente, sendo menos produtivo para sua empresa.

Na boa... será que as empresas não enxergam isso?

domingo, 17 de abril de 2011

F1 2011 - GP DA CHINA

Logo no primeiro pit-stop da prova o pneu de Jaime Alguersuari
se soltou e saiu pulando descontroladamente pela pista,
por pouco
não matando alguém. Apesar das acusações de
Bernie Ecclestone, a equipe Toro Rosso nega que isso tenha sido

uma jogada de marketing para o novo thriller de cinema "Rubber",
em que um pneu assassino aterroriza uma comunidade local.
(O pior é que o filme existe mesmo... google it)



Para não correr o risco de perder a prova devido ao ingrato horário - 4 horas da matina - fiquei acordado, rezando para não adormecer logo após a largada.

Felizmente, o GP da China foi uma corridaça e o sono não veio.

Indícios de que a corrida poderia ser interessante já apareciam na classificação no grid, com o Vettel na sua habitual pole e o seu companheiro Webber amargurando uma bizarra 18a posição.

Na largada, o KERS de Vettel pareceu não funcionar e Button e Hamilton passaram pela Red Bull como se ela estivesse parada. O alemão quase perdeu a terceira posição também para um combativo Nico Rosberg, mas conseguiu se manter.

Atrás dos líderes, as Ferrari, com Massa pulando à frente de Alonso.

Aí, como tem ocorrido em todas as corridas desta temporada, mal começou a corrida e já se iniciaram as paradas nos boxes.

O primeiro a entrar foi o Alguersuari, na volta 11, mas o primeiro dos líderes foi o Rosberg, que àquela altura já sofria uma boa pressão de Massa.

A parada do alemão foi uma boa jogada da Mercedes, porque ele voltou com pista livre e pôde tirar o máximo proveito dos pneus novos enquanto o resto dos líderes já perdiam desempenho.

Lá na frente, Hamilton e Button protagonizavam um bom duelo caseiro, tocando rodas e lembrando (um pouco) os pegas de Pironi e Villeneuve (pai) quando ambos eram companheiros na Ferrari.

Na cola dos dois, o Vettel, que eventualmente conseguiu pegar o Hamilton e, logo na sequência, entrou nos boxes para fazer sua troca. Naquele momento, o líder Button também parava, e parava errado. O inglês entrou nos boxes da Red Bull e por pouco não causou uma confusão no pitlane. Sorte que o box da McLaren era o próximo e o Button só precisou acelerar um pouco para fazer sua parada.

O problema foi que, com isso, o Vettel conseguiu efetuar sua troca mais rápido que o piloto da McLaren, e voltou na frente.

Na pista, o Massa seguia rápido, aproveitou os pneus desgastados do Hamilton para passar o inglês e, como Vettel, parou imediatamente nos boxes. O Hamilton fez o mesmo, entrando na cola do brasileiro, mas a vantagem foi de Massa, que saiu na frente.

Estabelecidas as trocas, quem liderava era o Rosberg, se beneficiando de uma parada na hora certa e conseguindo abrir uma boa vantagem para o segundo colocado Vettel.

Enquanto isso, o companheiro de Rosberg - Schumacher - brigava com Alonso pela sexta posição. O espanhol tentou de tudo, mas só conseguiu passar o heptacampeão na 25a volta, quando já havia começado a segunda rodada de pit-stops.

O ponto-chave da corrida foi a estratégia. A dupla da McLaren e a Mercedes apostaram numa estratégia de 3 paradas enquanto a Red Bull e a Ferrari optaram por apenas duas.

O resultado foi que, depois de todas as paradas, a ordem era: Vettel, Massa, Rosberg, Hamilton e Button, com apenas 8 segundos separando o primeiro do quinto.

As últimas voltas da prova foram muito interessantes, com Vettel e Massa perdendo terreno para um veloz Hamilton de pneus novos.

Mas o mais interessante mesmo estava lá para trás, com o Webber se beneficiando da sua péssima classificação (que frase estranha) porque, como ele não havia participado da Q2 e Q3 no sábado - tinha pneus macios novinhos em folha, o que proporcionou ao australiano ser muito veloz na etapa final da corrida.

Com isso, Webber foi passando todo mundo como se estivesse correndo em outra categoria.

Foi divertido. Hamilton ia passando os líderes e Webber ia abrindo terreno lá atrás, se aproximando dele. A corrida terminou com Hamilton em primeiro, Vettel em segundo e o surpreendente australiano em terceiro, a menos de 8 segundos do líder.

A impressão foi que, tivesse mais algumas voltas, Webber teria papado todo mundo e levado essa, mas não foi isso que aconteceu, e o australiano teve que se contentar com a terceira posição.

Foi bom para o campeonato termos uma vitória de alguém que não seja o Sebastian Vettel, e melhor ainda que o Webber tenha conseguido anular a péssima posição de largada para ganhar pontos e não permitir uma escapada muito grande do alemão. Seria terrível se chegássemos à metade da temporada com o Webber tendo que se contentar em ser segundo piloto do Vettel.

A corrida foi espetacular e a vitória do Hamilton merecida. A festa toda só foi maculada pela ASSOMBROSA "BARBA" que o inglês decidiu cultivar. Ô coisa feia...

Enfim, acabaram as corridas noturnas e agora vamos para a Europa daqui a 3 semanas, quando poderemos assistir às corridas num horário DE GENTE.

sábado, 16 de abril de 2011

UM BALCÃO DE BAR DE FÓRMICA VERMELHA



Meu grande amigo e guru André Sant'Anna me contava do Arrigo Barnabé numa época em que ainda não existia P2P ou YouTube. Entre uma cerveja e outra no "pé sujo", ele cantava alguns trechos da obra do artista e eu achava muito esquisito.

Na hora, imaginei que talvez o André não tivesse lá muito jeito pra coisa, porque os temas musicais que ele cantava me pareciam desconexos, desprovidos de uma linha melódica identificável e, por falta de uma palavra melhor, BIZARROS.

Aí a tecnologia permitiu que eu finalmente ouvisse as músicas que até então eu só conhecia na voz a cappella do André, em especial esta que postei aí em cima - "Diversões Eletrônicas".

Finalmente entendi que o André havia sido, de fato, muito preciso na sua interpretação. Só que a música só fez sentido de verdade para mim quando ouvi todo o resto - o baixo, a guitarra, a bateria, os sopros, os backing vocals, etc.

E, como eu tinha imaginado da primeira vez, a música era mesmo esquisita. Só que era inacreditavelmente awesome.

Complexa, musicalmente instigante, com refrão hipnótico e pesado, uma levada progressiva e um riff que beira o genial, a música é para mim um dos maiores exemplos do talento musical brasileiro, algo delicioso que infelizmente vai acabar sendo degustado por poucos.

Por não ser algo mainstream, a música requer uma certa "boa vontade" para ser digerida, mas uma vez que isso ocorre, a sensação de prazer que ela proporciona é inigualável.

É mais ou menos como o Allan Holdsworth. Você ouve a música pela primeira vez e acha que ele simplesmente jogou um monte de notas no seu ouvido. Aí ouve mais uma vez e começa a entender o que está acontecendo. Depois de um tempo, percebe que chegou ao nirvana.

Genial.

E viva a Música Impopular Brasileira.

F1 2011 - GP DA MALÁSIA

Para conseguir realizar as muitas trocas de pneus necessárias
durante a corrida, a Ferrari contratou um contingente extra
de mecânicos para garantir a agilidade. Não deu certo e, para
o GP da China, a estimativa é dobrar o número de mecânicos.



Com dias de atraso, finalmente consegui achar uma brecha para falar sobre o GP da Malásia.

Segunda pole do Vettel em duas corridas, a prova prometia ser mais um passeio do alemão, mas a certeza de que iria chover serviu de incentivo na hora de sair da cama de madrugada.

Largada dada, enquanto o Vettel mantinha a liderança, o 3º lugar Webber caia pra 10º, enquanto o piloto da Renault Lotus fazia uma largada espetacular e subia de 6º para 2º.

Atrás dele, a dupla da McLaren, com Hamilton e Button, e a da Ferrari, com Massa e Alonso (que havia largado mal pra dedéu).

O começo da corrida teve pressão inconclusiva de Hamilton sobre Heidfeld, que sustentava a segunda posição com competência. Nem a famosa “asa móvel” conseguiu dar ao inglês a oportunidade de passar o alemão e isso significava que o conterrâneo de Heidfeld - Vettel - ia abrindo lá na frente.

Mas tudo bem. A chuva poderia mudar tudo.

Logo na volta 11, o Webber abriu as trocas de pneu, seguido por Hamilton na 13 e praticamente o resto da tropa toda na 14, embaralhando as primeiras posições (e provavelmente as posições lá atrás também, mas francamente quem liga?)

Aí veio a chuva. E foi embora.

Foram alguns poucos pingos aqui e ali, nada que fizesse nem o mais cascão dos pilotos contemplar a possibilidade de parar para efetuar uma troca para intermediários.

Em outras palavras, a corrida prosseguiu melancólica, sem grandes emoções, e com o Vettel na liderança.

A única coisa que parecia acontecer bastante durante a prova eram as PARADA NOS BOXES. Os pneus Pirelli parecem não durar nada mesmo, e ao todo, foram 59 paradas ao longo da corrida.

Pensando que quase 30% dos corredores haviam abandonado antes da metade da prova, a quantidade de trocas poderia ter facilmente chegado a OITENTA.

Dizem que os pneus menos resistentes foram uma ideia para tornar a corrida mais dinâmica e ágil, assim como a tal asa móvel e o KERS. Mas na prática esse tipo de artifício só causou CONFUSÃO.

O que um espectador quer ver ao assistir a uma corrida de Fórmula-1 é uma corrida, em que os mais rápidos são premiados pela sua velocidade e ganham. Não um emaranhado de barreiras impostas aos pilotos para subverter a ordem natural das coisas e garantir uma falsa competitividade.

Você assiste à corrida e de repente não sabe mais onde está tal piloto, o que aconteceu com o outro, por que aquele que estava na frente se encontra lá atrás... em linguajar popular, ficou uma zona.

Como resultado, a corrida apresentou poucos bons momentos. Um deles foi uma briga entre Hamilton e Alonso (o inglês em 3º e o espanhol em 4º), que só foi boa porque a tal asa móvel do asturiano estava quebrada. Se ele estivesse com o dispositivo funcionando, com certeza a briga não teria chegado a ser briga e o Alonso teria conquistado a posição com facilidade (lembrem-se que só quem está ultrapassando pode usar o recurso, não quem está se defendendo).

Aliás, a briga foi tão boa que ocasionou uma asa dianteira danificada e obrigou o Alonso a parar nos boxes para fazer a troca. Isso explica a classificação final, com ele atrás do até agora insosso companheiro de equipe Felipe Massa.

Mais um momento de espantar o sono foi o acidente do Petrov que saiu pulando para tudo quanto é lado com sua Renault Lotus, que aparentou ter uma coluna de direção quebrada (o mesmo motivo apontado pela perícia que levou a Williams de Ayrton Senna direto para o muro da Tamburello). Pensr que o piloto reserva da Renault Lotus é o sobrinho do mártir causa algumas perguntas filosofo-etéricas...

Enfim, o resultado foi mais uma corrida em que ninguém viu o Sebastian Vettel, mas que terminou com ele no degrau principal do pódio. O sempre competente Button chegou em segundo e, completando os 3, o bom e velho Nick Heidfeld, que acrescenta mais um pódio ao seu inacreditável recorde de 13 SEM VITÓRIA, superando assim o outro piloto que ostentava a incômoda macra de "mais pódios conquistados sem vitória": Stefan Johansson.

Será que este ano o alemão finalmente ganha a primeira? Ou estaremos nós presenciando uma espécie de segunda vinda do glorioso Cris Amon?

E vamos à China, país de origem da mãe deste que vos escreve.

sábado, 9 de abril de 2011

H IS FOR HERO


Genial esta maneira de ensinar o alfabeto para a molecada da maneira mais GEEK possível.

Por que é que "A" tem que ser de "apple" quando pode ser de "AQUAMAN"?

Aos que querem uma cola, aí vão todos os heróis retratados:

Aquaman
Batman
Cyclops
Daredevil
Elektra
Flash
Green Lantern
Hulk
Ironman
Justice
Kick-Ass (do filme)
Lion-o (Thundercats)
Mandrake
Nightcrawler
Orion
Punisher
Quicksilver
Rorscharch (Watchmen)
Superman
Thing
Ultraboy of the Legion
Vision
Wolverine
Xavier (Charles)
Yukk! the Dog (do desenho Mighty man and Yukk!)
Zorro

domingo, 3 de abril de 2011

PRÉVIA DO NOVO SYMPHONY X

99% dos leitores deste blog definitivamente não estão nem aí, mas em junho estreia o novo disco da banda de prog-metal Symphony X, - "Iconoclast".

Aos poucos, a banda vai dando alguns teasers do que vem por aí e o último deles foi a capa acima, ilustrada pelo mesmo cara que fez a belíssima capa do disco "Paradise Lost" - Warren Flanagan.

Divulgaram também a lista de músicas:

01. Iconoclast
02. The End Of Innocence
03. Dehumanized
04. Bastards Of The Machine
05. Heretic
06. Children Of A Faceless God
07. Electric Messiah
08. Prometheus (I Am Alive)
09. When All Is Lost

Pela quantidade de músicas, me parece que este disco não tem nenhuma das características músicas ÉPICAS de mais de 10 minutos, como as fenomenais "Divine Wings Of Tragedy", "Through The Looking Glass" ou "The Odyssey", o que não é necessariamente uma coisa ruim.

O guitarrista Michael Romeo divulgou que o disco será mais "sombrio" do que seus antecessores, o que me deixou um pouco curioso, uma vez que nenhum disco do Symphony X pode ser descrito como uma experiência leve e colorida.

De qualquer forma, aqui vai uma prévia - a música "The End Of Innocence" - gravada num show dos caras em Barcelona há algumas semanas. Esperemos...

... AND SHE'S BUILDING A STAIRWAY TO NOTHING


Estava eu passeando com minha família neste fim de semana quando me deparei com esta cena.

Queria tanto, mas TANTO, entender todo o processo que acabou resultando nisso...

quarta-feira, 30 de março de 2011

ENDGAME


Recentemente, descobri uma utilidade para o YouTube que consolida o serviço como um dos mais relevantes e úteis da história da humanidade: revelar o final de joguinhos que a gente não conseguia terminar quando era criança.

Em casa, tínhamos um computador Apple ][ e uma porrada de joguinhos que consumiam horas e mais horas de suor, sangue e lágrimas para avançar uma única fase.

Hoje percebo que eu era um CHIMPANZÉ na época (alguns argumentam que não só na época).

Todos os jogos que eu considerava IMPOSSÍVEIS de resolver na época, hoje aparecem no YouTube devidamente solucionados e finalizados em sua íntegra, e todos em vídeos que não passam de meia hora.

Um dos mais emblemáticos é o jogo CONAN, que para mim fez parte de ANOS de minha vida. No YouTube, ele aparece detonado em meros OITO MINUTOS, do começo ao fim, como vocês podem ver abaixo:



Além deste, tem uma cacetada de joguinhos. Dos que jogávamos, só o clássico Taipan ficou de fora, por ser um jogo que oficialmente não tem fim. Mas só oficialmente, porque meu pai, o Uncle Bugz e eu conseguimos SIM detonar o jogo, como vocês podem relembrar neste post aqui.

terça-feira, 29 de março de 2011

F1 2011 - GP DA AUSTRÁLIA

A tal asa móvel que se abria e fechava ao longo da
prova
mais parecia uma metáfora do que o novo recurso
estava
fazendo pela emoção na Fórmula-1: foi difícil
parar de bocejar ao longo das intermináveis quase
duas horas de corrida.



Com dias de atraso, aqui vão as considerações sobre o GP da Austrália, corrida esta que abre a temporada de 2011 duas semanas depois do previsto (o GP do Bahrein foi cancelado por motivos de segurança).

Acho que é a idade, mas nnao tenho mais muita paciência para corridas de madrugada, ainda mais quando são NO MEIO da madrugada, como foi o caso.

Enfim, corrida de F1 é corrida de F1, e isso significa que eu TENHO QUE VER, então lá fui eu acordar 2h45 de domingo para assistir a um passeio do Vettel durante a 1h40 de prova.

O alemão começou a temporada onde tinha terminado a última – na frente.

Esperava-se que a McLaren estivesse em melhor forma, mas o máximo que o Hamilton conseguiu foi seguir a Red Bull à distância. A outra McLaren, do Button, nem isso: ficou presa em 6º lugar atrás da Ferrari do Massa – bem mais lenta – durante todo o começo da prova.

A irritação do inglês por não conseguir passar foi tanta que ele acabou cortando por dentro de uma curva, ultrapassando o brasileiro de forma irregular e sendo punido com um drive-thru.

Alonso, que acompanhava o embate em 7º, aproveitou a confusão para ganhar as duas posições.

Lá na frente, atrás de Vettel e Hamilton, Webber fazia uma corrida discreta, nem de longe ameaçando o piloto britânico.

A grande vedete da corrida, a tal asa móvel, foi uma enorme decepção, em parte pela pouca extensão da reta de Melbourne, mas mais pelo fato de que o procedimento todo para que ela seja utilizada é confuso. Só é permitido que se acione a asa móvel quando o piloto em questão estiver a 1 segundo ou menos do piloto da frente. Se estiver a mais que um segundo, o recurso não é permitido.

Ou seja, se não bastassem elementos para complicar as corridas, conseguiram achar mais um. Deu uma preguiça...

Outra coisa que era motivo de especulação foram os pneus Pirelli. Imaginava-se que teríamos dezenas de trocas ao longo da corrida pela suposta baixa resistência dos pneus, mas se alguns pilotos realmente pararam várias vezes nos boxes, tivemos casos como o novato Sergio Perez, que parou uma única vez, provando que o desgaste excessivo não é necessariamente uma verdade absoluta durante a corrida.

Por falar no Perez, ele foi o melhor estreante do ano, levando sua Sauber a um surpreendente 7º lugar. Pena que 3 horas depois do fim da prova, a Sauber seria desclassificada por causa de irregularidades detectadas nas asas traseiras de seus carros. Sacanagem.

Nosso bom e velho amigo Barrichello fazia uma prova até que interessante, até ENFIAR SUA WILLIAMS NO MEIO da Mercedes do Rosberg, no que parecia ser uma ultrapassagem impossível e que o piloto depois disse que foi decorrente de problemas nos pneus.

Fato é que a direção de prova interpretou o tal problema de pneu do Barrica como uma TENTATIVA DE ASSASSINATO pra cima do Rosberg e puniu o brasileiro com um drive thru.

Aliás, péssimo começo de temporada para a Mercedes, que viu seus dois pilotos abandonarem um atrás do outro (Schumacher havia abandonado pouco antes de Rosberg por problemas mecânicos).

Mas se foi péssima para a equipe alemã, a corrida foi excelente para a Renault Lotus (a ex-Renault). Mas enquanto todos esperavam que o Heidfeld seria o salvador da pátria após o acidente que tirou o bom Robert Kubica da temporada, quem fez uma bela prova foi o piloto russo Vitaly Petrov, que terminou em 3º. Foi o primeiro pódio da Rússia Fórmula-1 em 61 anos de competição. Heidfeld não se encontrou durante a corrida e terminou lá atrás.

Resumo da ópera: domínio total de Vettel, corrida decepcionante de Webber e da Ferrari e a McLaren como único concorrente capaz de roubar pontos da Red Bull.

Francamente, achei o começo de temporada meio sonolento, mas talvez eu esteja falando isso porque a corrida foi NO MEIO DA PORCARIA DA MADRUGADA.

De qualquer forma, só nos resta esperar a próxima prova para ver o que acontece.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A FERRARI QUE ERA FORD

"Não olha agora, mas acho que a nova Ferrari do Alonso
está estacionada bem na frente da nossa casa."


Muito boa a resposta da Ferrari a toda essa palhaçada da Ford por causa do nome do novo carro de Alonso e Massa.

Para quem não sabe, a Ferrari de 2011 ia se chamar F150 – o “F” de Ferrari e o “150” em homenagem aos 150 anos da unificação da Itália.

Ao saber disso, a Ford entrou com um processo pra cima da escuderia italiana, alegando que a marca F150 é dela. De fato, é – a montadora americana tem uma famosa picape com o mesmo nome.

O processo levou a Ferrari a rebatizar seu bólidos de “F 150th Italia” e, ontem, a Ford retirou o processo, informando que estava satisfeita com a conduta da Scuderia, que havia resolvido o problema de forma amigável.

Aí hoje a Ferrari decidiu dar uma bela alfinetada na Ford, rebatizando o carro DE NOVO – agora, ele se chama “Ferrari 150º Italia” – e lançando o seguinte brilhante comunicado para a imprensa:

“A fim de evitar qualquer risco de alguém confundir um carro de F1 com uma picape, os homens de Maranello decidiram que o carro vai perder o F, que precede o número 150 e que representa a Ferrari, como fez em várias ocasiões, seja para a pista ou na estrada. Parece que isso poderia ter causado tanta confusão na mente do consumidor que, além de perder o 'F', o nome será completamente italianizado, substituindo o 'th' do inglês com um símbolo equivalente italiano. Portanto, o nome será lido agora como o Ferrari 150º Italia, que deve deixar claro até mesmo para a pessoa mais ignorante que o nome do carro é uma homenagem ao aniversário da unificação do nosso país. Esperamos que esta questão esteja definitivamente encerrada para que possamos nos concentrar em assuntos mais sérios”

Foi de um sarcasmo genuinamente monty-pythoneano. Ponto pra Ferrari.