quarta-feira, 21 de setembro de 2011
TOURO VERMELHO EM DISPARADA
Genial este vídeo que a Red Bull fez para promover o Grande Prêmio de Austin (TX), que integrará o calendário da F-1 a partir de 2012.
Numa verdadeira superprodução, o piloto David Coulthard pilota sua Red Bull (entenderam? Bull? Touro? Texas? Hein?) e "foge" de uma fazenda, literalmente levantando poeira até chegar ao local em que o novo circuito texano está sendo construído, dando uma volta pelo que será o traçado da pista.
Ficou espetacular. Mas não me admiraria se os CHATOS da Ferrari viessem com algum tipo de recurso contra a equipe austríaca por “treinar” na pista antes do primeiro treino livre oficial. E me admiraria ainda menos se a reclamação fosse ideia do Alonso.
O NOVO - E PRA VARIAR ORIGINALÍSSIMO - UNIFORME DO BRASIL (E A NOVA CAMISA PERUANA TAMBÉM)
E eis que surge o novo uniforme da Seleção Brasileira de Futebol, para ser usado nas Olimpíadas.Mais um clássico da originalidade, com design ultramoderno e de vanguarda, né não?
O que será que acontece com o Brasil? Por que é que país que mais tem títulos mundiais e que praticamente reinventou o futebol insiste em ter esses uniformes tão caretas e sem originalidade? Culpa da Nike?
Pode ser, especialmente quando a gente vê o show de bom gosto que a Umbro mostrou ao desenvolver o normalmente sem graça uniforme da seleção peruana, como vocês podem conferir no bacana vídeo abaixo:
E o Brasil? Vai ter que jogar com esse uniforme qualquer-nota na Olimpíada de Londres (agradecendo pela correção do caro "serraqueo no serrado").
domingo, 11 de setembro de 2011
F1 2011 - GP DA ITÁLIA
Em homenagem à brilhante atuação de Bruno Senna, que largou em 10ºe terminou em um espetacular 9º lugar, Galvão Bueno teria preparado
uma cerimônia de gala na qual teria presenteado o piloto com um troféu
para celebrar o que foi, inquestionavelmente, a melhor nona colocação
já conquistada no Grande Prêmio da Itália de F-1 em 2011. Merecido.
Após um sábado que foi corrido durante o dia e que contou com um show duplo à noite – Whitesnake e Judas Priest – acordar para assistir à corrida no domingo foi um pouco angustiante, mas lá estava eu às 8h45, preparando o café para encarar mais um GP de Monza.
Havia se criado a expectativa de que as Red Bull não andariam bem na Itália – uma pista teoricamente muito mais adequada à McLaren – mas isso tudo foi por água abaixo quando Vettel cravou a pole com quase meio segundo de vantagem para Hamilton. E aí a expectativa ficou sendo de que a corrida seria um passeio e que nada de mais interessante aconteceria ao longo do rápido GP Italiano.
Mas a largada acabou surpreendendo. Primeiro foi Alonso, que pulou de quarto para primeiro antes da primeira chicane, deixando Vettel e a dupla a McLaren para trás.
Quem também fez ótima largada foi Schumacher, que havia largado em oitavo, à frente do companheiro Rosberg, e de repente se via em quarto lugar. Button, que havia feito má largada, foi ultrapassado também por Massa, deixando a ordem assim:
Alonso, Vettel, Hamilton, Schumacher, Massa, Button e Webber.
Mas, antes da gente se dar conta do que estava acontecendo nas primeiras posições, um afoito Vitantonio Luizzi vinha lá de trás colocando sua roda na grama e perdendo o controle de sua Hispania, o que ocasionou um choque DE LADO nos carros de Rosberg e Petrov e provocou a entrada do Safety Car.
Curiosamente, tanto Luizzi quanto Petrov corriam com pinturas especiais no capacete. Liuzzi ostentava este design comemorativo aos 150 anos da unificação da Itália:

Petrov usava um capacete todo preto em homenagem às vitmas do acidente aéreo que ocorreu na Rússia na última quarta-feira e matou 43 pessoas, incluindo o time de hóquei no gelo Lokomotiv.
O Safety Car rodou algumas poucas voltas e deu-se a relargada, com Schumacher surpreendendo Hamilton e abocanhando a terceira posição. Mais à frente, Vettel conseguia uma bela ultrapassagem em Alonso, reassumindo seu lugar de praxe na corrida.
Webber e Massa se tocaram na chicane e a batida fez com que o brasileiro rodasse e o australiano perdesse o aerofólio dianteiro, abandonando logo a seguir.
Mais à frente, Hamilton tentava de todos os jeitos passar pelo alemão da Mercedes. E foi SÓ isso que a gente viu daquele instante até a volta 27: Hamilton atacando Schumacher.
Volta após volta, o alemão trazia Hamilton a reboque, com o inglês tentando pegar o vácuo, usando o KERS, usando a Asa Móvel... tudo sem conseguir passar. Na verdade, ele até conseguiu passar, na volta 13, mas logo na sequência foi ultrapassado de novo, o que deve ter mexido muito com o orgulho do... ehm... orgulhoso inglês.
O quinto colocado Button foi chegando e ficou observando a briga bem de perto até que, na volta 17, Hamilton errou e colocou uma roda na grama.
O erro de Hamilton foi mínimo, mas proporcionou a Button uma oportunidade, que ele tomou sem nenhuma cerimônia, ultrapassando o companheiro no ato.
Aí, antes que a gente pudesse se preparar para a briga Schumacher-Button, o inglês passou com facilidade pela Mercedes e o alemão aproveitou para entrar nos boxes e inaugurar as trocas de pneus entre os líderes.
Na volta seguinte, entrou Button e, uma volta depois, foi a vez de Hamilton, que saiu dos boxes e se encontrou onde ele provavelmente mais queria estar em todo o mundo: exatamente atrás de Schumacher, DE NOVO.
Muito se falou sobre o quanto havia sido injusto o fato de talentos como Schumacher e Hamilton nunca terem tido a oportunidade de brigar de igual para igual nas pistas, porque o inglês estreou na F1 quando o alemão já havia se "aposentado".
Pois finalmente as circunstâncias da prova proporcionaram a oportunidade que tanto queríamos: um duelo entre Michael Schumacher e Lewis Hamilton. A gente só não esperava que este duelo fosse durar praticamente TODA a primeira metade da corrida.
Mas ela durou e, aí, na volta 27, a TV italiana cansou de mostrar o desespero pouco conclusivo de Hamilton e decidiu seguir o segundo colocado Alonso, que agora sofria pressão de Button.
Mas foi só fazer isso que pronto: no único instante das 27 voltas em que a TV não mostrou a disputa Schumacher-Hamilton, o inglês conseguiu a ultrapassagem e assumiu a terceira colocação. Timing perfeito da direção da prova.
Na 34ª volta, Button entrou para fazer sua segunda troca, e foi seguido por Alonso, Hamilton e Vettel nas duas voltas seguintes.
Mais veloz que Alonso, Button ultrapassou o espanhol e se consolidou em segundo, mas muito atrás de Vettel, que já administrava a prova.
Hamilton chegava perigosamente em Alonso, mas não deu tempo de tentar uma ultrapassagem e o inglês foi obrigado a se contentar com a quarta posição, chegando a menos de 1 segundo do piloto da Ferrari.
E Vettel ganhou de novo na pista que deu a ele a primeira vitória, praticamente carimbando o troféu de campeão do mundo deste ano.
De verdade, não aconteceu mais nada na prova, mas, para o Galvão Bueno, o momento mais apoteótico da prova pareceu ser a disputa entre Sébastien Buemi e Bruno Senna pela... ehm... nona posição.
Faltou ao locutor chorar de emoção quando o sobrinho de Ayrton conseguiu passar pela Toro Rosso do suíço, e a gente ficou na expectativa de que ele fosse soltar urros incontroláveis de “É NONO!!! É NONO!!!”, bem ao estilo daquela insuportável gritaria que se sucedeu no tetracampeonato do Brasil.
Felizmente, os gritos não vieram, mas era como se estivéssemos presenciando uma das maiores atuações de um piloto na história da F1. Menos, né?
Legal também foi o fato de Galvão considerar que esta é apenas a segunda corrida do brasileiro, apesar dele já contar com 20 GPs na carreira. De acordo com o locutor, as corridas que ele fez pela Hispania no ano passado “não contam” porque aquilo não era um Fórmula-1 de verdade.
OK... mas então que tal anularmos as corridas que o tio Ayrton fez na Toleman? Porque a equipe era bem fraquinha em 1984, não era? Aliás, fazendo isso, a gente finalmente colocaria um ponto final naquele eterno debate sobre quem teria de fato ganho aquele chuvoso GP de Mônaco que o Jacky Ickx encerrou prematuramente, né?
METAL GODS
Pela terceira vez (e provavelmente a última), tive a oportunidade de ver o Judas Priest ao vivo aqui no Brasil.
Num “double feature” – o show foi precedido por uma surpreendente apresentação do Whitesnake – o Judas fez o derradeiro show paulistano nesta turnê que marca o fim da sua já quadragenária carreia.
O show foi apoteótico e a banda tocou até uma música do seu primeiro – e obscuro – LP “Rocka Rolla”, um disco que é muito mais conhecido pela sua capa do que suas músicas (abaixo para quem não está ligando o nome à capa).

O show foi fenomenal e, como é o caso de bandas como o Judas Priest, a impressão é sempre que faltou uma ou outra música. Mas não dava para pedir muito mais porque o setlist foi abrangente, mesclou clássicos com lados-b e Mr. Rob Halford e companhia levaram o público ao delírio. Para quem quiser conferir, segue o list:
- Rapid Fire
- Metal Gods
- Heading Out To The Highway
- Judas Rising
- Starbreaker
- Victim Of Changes
- Never Satisfied
- Diamonds & Rust
- Night Crawler
- Turbo Lover
- Beyond The Realms Of Death
- The Sentinel
- Blood Red Skies
- The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown)
- Breaking The Law
- Painkiller
Bis:
- The Hellion
- Electric Eye
- Hell Bent For Leather
- You've Got Another Thing Comin'
Bis 2:
- Living After Midnight
Além dos estridentes agudos de Halford, um dos destaques da banda foi o carismático guitarrista Richie Faulkner, que assumiu as cordas do aposentado K. K. Downing, e proporcionou um dos momentos mais pitorescos da noite ao tocar parte do Hino Nacional Brasileiro durante um de seus solos.
Mas claro que, para mim, um dos muitos ápices da apresentação foi a fenomenal “Beyond the Realms of Death”, que foi a primeira música que ouvi da banda quando assisti pela TV no Rock in Rio II, há 20 anos.
Ter tido a chance de presenciar o grande mestre Glenn Tipton palhetando este que é um dos mais emblemáticos e melodiosos solos de guitarra da história é de uma honra incomensurável. Pena que a qualidade do vídeo (como vocês podem conferir acima) ficou bem mais ou menos, mas pelo menos o momento ficou devidamente registrado em algum lugar além de meus tímpanos e retinas.
É uma pena pensar que não haverá mais Judas Priest ao término desta turnê, mas até aí o Ozzy Osbourne já fez mais de 48 turnês de despedida e sempre volta à ativa (estou exagerando, não precisam googlar para ver se é tudo isso mesmo...)
Enfim, vamos torcer que em algum lugar do futuro a gente possa ser brindado com um reencontro destes simpáticos deuses do metal. E vamos torcer MUITO para que isso não seja num daqueles MTV Unplugged. Yuck.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
GUITARRISTAS "EXCEPCIONAIS"
E aí? Gostaram deste solo do Steve Vai?
Este vídeo veio de uma GENIAL dica do meu caro Alexandre, o Ético: a série SHREDS, no YouTube.
São versões "dubladas" de solos de grandes guitarristas, fazendo com que eles pareçam músicos iniciantes.
Os caras que fizeram a dublagem conseguiram ter o inacreditável talento de dublar os complexos dedilhados de grandes mestres como Steve Vai, Eddie Van Halen e Eric Clapton com precisão milimétrica e ainda assim fazer com que eles parecessem completos idiotas à guitarra.
É incrivelmente angustiante de ver, mas viciante.
Aqui vão mais alguns exemplos que vão macular para sempre - e sem nenhuma justiça - a imagem que vocês têm de alguns dos maiores gênios das seis cordas:
(Paco de Lucia)
(Eric Clapton)
(Eddie Van Halen)
(Santana)
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
... E CONFIRMANDO TAMBÉM A CAMISA VERDE DA ALEMANHA PARA A EUROCOPA
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
CONFIRMADA A NOVA CAMISA DA ALEMANHA PARA A EUROCOPA DE 2012
Ó lá a camisa da Alemanha para a Eurocopa de 2012, conforme previsto há alguns meses aqui.
Confirmado. Agora falta ver o 2º uniforme verde.
Sabe tudo esse tal de Charles, não?
(só não sei se curti muito esse short de PRÁSTICO...)
domingo, 28 de agosto de 2011
F1 2011 - GP DA BÉLGICA
Com esta corrida, Schumacher completou 20 anos desde sua estreia na Fórmula-1
e decidiu comemorar com um capacete folheado a ouro. No vídeo vocês vêem o
processo de produção do casco e fica claro que, depois desse trabalhão todo, o alemão
tinha a OBRIGAÇÃO de fazer uma prova no mínimo espetacular.
Felizmente, foi exatamente isso que ele fez.
O Grande Prêmio da Bélgica é sempre um evento que vem carregado de expectativa pelo simples fato de ser, ehm, o Grande Prêmio da Bélgica, oras.
O circuito de Spa-Fracochamps é disparado o mais amado pelos pilotos em função dos muito desafios que o longo e técnico trajeto proporciona. Foi uma boa maneira de voltar das “férias de verão” que sempre cortam o campeonato em duas fases distintas.
Esperava-se uma reação da McLaren e Ferrari para esta corrida, mas fundamentalmente o que se viu foi mais do mesmo. Vettel na pole, seguido pelas McLarens e Ferraris. A surpresa da classificação foi Bruno Senna, que substituia Nick Heidfeld na Renault Lotus, num excelente 7º lugar, atrás de um igualmente impressionante Jaime Alguersuari.
O treino, por sinal, também caracterizou um episódio bizarro, em que Pastor Maldonado ficou bravo com uma suposta obstrução de Lewis Hamilton e decidiu dar um chega-pra-lá no inglês na entrada da Eau Rouge (não o lugar mais indicado para este tipo de chilique). Nada aconteceu, mas por pouco o venezuelano não causa um MAL DANADO no piloto da McLaren (entenderam? Maldonado? Mal danado? Fiz um trocadilho).
Enfim, dada a largada, quem surpreendeu foi Rosberg, que largava em 5º e foi ultrapassando todo mundo até assumir a ponta. Enquanto isso, Senna anulava sua ótima posição de largada ao abalroar Alguersuari (anulando também a ótima posição de largada do espanhol), jogando os dois para os boxes para arrumar seus aerofólios. O incidente renderia ainda um drive-through para o piloto brasileiro.
Schumacher, que corria com um vistoso capacete folheado a ouro, havia largado em último em virtude de uma roda que se soltou durante a primeira volta da classificação. Na segunda volta, ele já se encontrava em 14º, dando a pinta de que a corrida do heptacampeão seria interessante.
Na 3ª volta, Vettel ultrapassou Rosberg e reassumiu sua posição habitual de líder da prova. Na volta seguinte, Webber parava para fazer sua primeira troca, confirmando que seria uma corrida em que os pneus macios durariam muito pouco. Seu companheiro Vettel pararia na 6ª volta.
Massa, Hamilton e Alonso brigavam entre si e, numa bobeada do brasileiro, ele perdeu a posição para Hamilton que, por sua vez, foi ultrapassado por Alonso. O espanhol da Ferrari estava muito veloz e logo chegou em Rosberg, até passar na 7ª volta.
Houve um troca-troca de posições enquanto todo mundo parava para nos boxes e, na 13ª volta, um toque entre Hamilton e Kobayashi arremessou o inglês para fora da prova, num acidente plasticamente impressionante, mas que não teve maiores consequências para o piloto da McLaren (fora o abandono da prova, claro).
Resultado: Safety Car na pista e muita gente aproveitando para parar uma segunda vez, incluindo Vettel.
Com a relargada, a ordem ficou: Alonso, Vettel, Webber, Rosberg, Massa, Sutil, Schumacher e Button (este último também se recuparando de uma classificação sofrível em que um problema de comunicação com a equipe fez com que ele parasse na pista com uma pane seca).
Mas a liderança de Alonso duraria apenas algumas voltas e, na 18ª, Vettel recupararia o primeiro posto.
Enquanto isso, quem voava na pista era Jenson Button. Volta após volta, ele ia subindo na classificação com uma sequência de ultrapassagens rápidas e certeiras Tanto que, na volta 26, ele já estava em 4º, confirmando que o inglês gosta mesmo de provas complicadas e cheias de alternativas.
Schumacher também fazia uma belíssima prova e conseguiu passar pelo seu compatriota Sutil na volta 35, assumindo a 6ª posição e se aproximando de Rosberg.
Nas últimas voltas, Alonso foi perdendo rendimento e acabou ultrapassado por Webber e depois por Button que, com isso, terminou a prova no pódio. Schumacher conseguiu passar por Rosberg e terminou em 5º, em uma das melhores provas do alemão na temporada.
O outro alemão campeão – Sebastian Vettel – terminou em 1º, acumulando mais 25 pontos e aumentando sua liderança para impressionantes 92 pontos.
Acho realmente curioso o fato de que, apesar da previsibilidade gritante do resultado do campeonato, ele está sendo imensamente divertido de assistir, cada prova conseguindo manter o interesse do espectador do começo ao fim.
Por sinal, com esta prova, Felipe Massa definitivamente abdica de quaisquer chances matemáticas de se sagrar campeão mundial. Agora, só Vettel, Webber, Alonso, Button e Hamilton ainda têm chances. Que temporadinha mais melancólica pro brasileiro, hein?
Enfim. Esperemos Monza - a casa da Ferrari - para ver o que acontece.
sábado, 13 de agosto de 2011
ALEMANHA 3x2 BRASIL
Tá atrasado, eu sei... mas confesso que nem ia postar nada.
Só que esbarrei no resumo do jogo no YouTube... e não resisti.
Ô coisa linda (vamos combinar que foi a primeira vez que isso acontece desde 1993...)
Só que esbarrei no resumo do jogo no YouTube... e não resisti.
Ô coisa linda (vamos combinar que foi a primeira vez que isso acontece desde 1993...)
terça-feira, 9 de agosto de 2011
HERÓIS NOS MÍNIMOS DETALHES
Post rápido com uns posters minimalistas dos maiores heróis da Marvel.
Não sei por que, mas este deve ser o terceiro post minimalista que faço aqui no blog... já havia abordado o tema aqui e aqui.
Não sei qual minha obsessão com isso. Talvez eu ache a vida demasiadamente complicada e esta seja uma forma de me rebelar contra o sistema. Ou talvez eu simplesmente ache cool. Vai saber...
(A saber, dica do Alejandro Nuñes)



















Não sei por que, mas este deve ser o terceiro post minimalista que faço aqui no blog... já havia abordado o tema aqui e aqui.
Não sei qual minha obsessão com isso. Talvez eu ache a vida demasiadamente complicada e esta seja uma forma de me rebelar contra o sistema. Ou talvez eu simplesmente ache cool. Vai saber...
(A saber, dica do Alejandro Nuñes)



















quinta-feira, 4 de agosto de 2011
4 ACORDES
Sempre curti caras como o Allan Holdsworth, que aparecem com alguns acordes completamente inesperados e complexos, mas confesso achei interessante essa banda australiana (pelo sotaque) chamada The Axis of Awesome, que mostra o quanto é possível fazer utilizando apenas 4 acordes.
Com tantas combinações possíveis, olhas só quanta gente se apoiou só nestes 4 acordinhos para fazer seus hits. De Beatles a Lady Gaga, sempre exatamente a mesma sequência e com resultados diferentes.
A saber, a lista de músicas e bandas/cantores no vídeo é a seguinte:
Journey — “Don’t Stop Believing” James Blunt — “You’re Beautiful” Black Eyed Peas — “Where Is the Love” Alphaville — “Forever Young” Jason Mraz — “I’m Yours” Train — “Hey Soul Sister” The Calling — “Wherever You Will Go” Elton John — “Can You Feel The Love Tonight” (from The Lion King) Akon — “Don’t Matter” John Denver — “Take Me Home, Country Roads” Lady Gaga — “Paparazzi” U2 — “With Or Without You” The Last Goodnight — “Pictures of You” Maroon Five — “She Will Be Loved” The Beatles — “Let It Be” Bob Marley — “No Woman No Cry” Marcy Playground — “Sex and Candy” Men At Work — “Land Down Under” Theme from America’s Funniest Home Videos Jack Johnson — “Taylor” Spice Girls — “Two Become One” A Ha — “Take On Me” Green Day — “When I Come Around” Eagle Eye Cherry — “Save Tonight” Toto — “Africa” Beyonce — “If I Were A Boy” Kelly Clarkson — “Behind These Hazel Eyes” Jason DeRulo — “In My Head” The Smashing Pumpkins — “Bullet With Butterfly Wings” Joan Osborne — “One Of Us” Avril Lavigne — “Complicated” The Offspring — “Self Esteem” The Offspring — “You’re Gonna Go Far Kid” Akon — “Beautiful” Timberland featuring OneRepublic — “Apologize” Eminem featuring Rihanna — “Love the Way You Lie” Bon Jovi — “It’s My Life” Lady Gaga — “Pokerface” Aqua — “Barbie Girl” Red Hot Chili Peppers — “Otherside” The Gregory Brothers — “Double Rainbow” MGMT — “Kids” Andrea Bocelli — “Time To Say Goodbye” Robert Burns — “Auld Lang Syne” Five for fighting — “Superman” The Axis of Awesome — “Birdplane” Missy Higgins — “Scar”
Dica da Droca.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
F1 2011 - GP DA HUNGRIA
A Renault Lotus de Nick Heidfeld pegou fogo durante a corrida eo piloto saiu correndo do carro com volante e tudo. Ao perceber
que a equipe poderia ser multada por Heidfeld não ter recolocado
o volante dentro do carro, o dono da Renault teria gentilmente
pedido ao piloto alemão que enfrentasse as labaredas para colocar
o equipamento de volta, dizendo que "dor passa logo, e se você não
quer que seu emprego passe logo também, enfia logo essa
sua busanfa barbuda aí dentro e recoloca essa porcaria de direção!"
A Renault Lotus nega.
Debilitado e tossindo graças a uma pneumonia (pois é... tentei tanto pegar uma, como vocês podem ver aqui, e ela acabou chegando... tudo bem que com SETE ANOS de atraso, mas, chegou), me arrastei até a TV para assistir à corrida.
Esta temporada está sendo tão interessante que a gente nem percebe que o resultado do campeonato já está virtualmente definido, com Sebastian Vettel bicampeão a não ser que aconteça algum evento cataclísmico ao longo das 8 corridas que restam.
Aliás, a temporada anda tão diferente que até o geralmente insosso Grande Prêmio da Hungria conseguiu ser uma das – várias – boas provas do ano.
Habitualmente, o circuito travado e lento resulta em uma corrida que mais se assemelha a uma procissão de carros, volta após volta, passando pela reta principal em fila indiana. Tudo sem ultrapassagens, sem disputas e sem trocas de posições, dando ao espectador a impressão de que ele assistiu a uma longa e desnecessária sucessão de 70 voltas de apresentação.
Justiça seja feita, Budapeste já foi palco de dois momentos memoráveis na F-1. O primeiro, em 1986, teve o que para mim foi a melhor ultrapassagem da história, com Nelson Piquet ultrapassando Ayrton Senna por fora, no final da reta. O outro foi a suprema maldade que ocorreu com Damon Hill em 1997 e que já abordei aqui. Mas, fora um ou outro lampejo e emoção, a corrida e invariavelmente morna. Felizmente, não foi o caso em 2011.
Vettel largava na sua posição natural – pole – seguido por Hamilton, Button e Massa, que se classificou à frente do companheiro Alonso, equilibrando de vez a disputa interna entre os dois: agora Massa tem UMA GLORIOSA posição de largada à frente do companheiro, contra as míseras dez de Alonso. AGORA VAI!
A corrida começou chuviscando, com todo mundo de pneus intermediários. As Ferrari largaram mal e foram ultrapassadas pela dupla Rosberg e Schumacher. Mais à frente Vettel e Hamilton chegaram a disputar parte da primeira volta lado-a-lado, até que o alemão conseguiu se consolidar na liderança. Quer dizer, “consolidar” entre aspas, porque Vettel sofria muita pressão de Hamilton, que parecia estar muito mais veloz que ele. Tanto que, na quinta volta, Hamilton passou e foi embora, abrindo um segundo por volta.
Aliás, as primeiras voltas foram um verdadeiro festival de trocas de posições, com a pista muito escorregadia e gente saindo pra tudo quanto é lado. Numa dessas escapadas, Massa rodou e caiu de sexto para nono, voltando atrás de um combativo Paul di Resta e perdendo ainda mais contato com os líderes.
Mas a pista ia secando e, na volta 11, Webber – que então estava em 6º – foi o primeiro a arriscar pneus para pista seca, optando pelo composto supermacio (os que têm a faixa vermelha). Massa bancou a aposta do australiano e também entrou para fazer a troca e, logo todos perceberam que a pista já não era compatível com os pneus intermediários para chuva, principalmente pelo fato de... ehm... não estar mais chovendo.
O último dos líderes a parar foi Schumacher, o que proporcionou uma oportunidade nostálgica – se bem que breve – de vermos o nome do alemão acompanhado pelo número 1 de líder da prova. Claro que nem deu para sentir muita coisa porque o piloto da Mercedes também entrou para fazer sua troca e restabelecia-se a ordem da corrida: Hamilton, Vettel, Button, Webber, Alonso e Rosberg.
Button vinha muito rápido e, na volta 14, passou por Vettel com facilidade, formando uma dobradinha McLarenista (existe este termo?) na frente.
Com a pista secando, a perspectiva era de que a corrida já tinha dado o que tinha que dar e que a clássica procissão de carros iria finalmente ter seu início. E, de fato, durante algumas voltas, nada aconteceu. Massa pressionava Schumacher, mas não conseguia passar, Webber era seguido de perto por Alonso, Button trazia Vettel a uma distância segura, e Hamilton mantinha seus 8 segundos para o resto do pelotão.
Felizmente, o piloto da Renault Lotus Nick Heidfeld decidiu esquentar um pouco o clima da corrida. Ao sair dos boxes, a Renault começou a soltar muita fumaça, não do motor, mas da entrada de ar do lado esquerdo do piloto. A fumaça rapidamente se transformou em chamas e Heidfeld rapidamente estacionou na saída do pitlane, jogou o volante para o lado e pulou para fora do carro que àquela altura já ardia em chamas.
A corrida prosseguiu, com todo mundo entrando nos boxes para fazer nova troca – talvez pela expectativa de um Safety Car, que não se concretizou. Em uma dessas paradas, Vettel quase atropelou o chamuscado carro da Renault Lotus ao sair dos boxes porque os comissários de pista decidiram empurrá-lo de volta aos boxes, na contramão. Por sorte nada de grave aconteceu.
De qualquer maneira, depois da 2ª rodada de paradas, a ordem ficou assim: Hamilton, Button, Vettel, Webber e Alonso.
10 voltas depois, Alonso entrou nos boxes para trocar seus pneus supermacios por... outros supermacios, voltando muito mais rápido que os demais corredores, que já haviam tirado dos seus o que eles tinham a oferecer.
Webber entrou duas voltas depois – a de número 40 – e optou pelos macios (os da faixa amarela) em vez dos supermacios, dando pinta de que tentaria ir até o final. Nas voltas seguintes, Hamilton e Massa optaram pelos supermacios enquanto Webber, Vettel e Button preferiram os mais lentos – porém mais duráveis – macios.
O fato é que a escolhe pelos supermacios se mostrou errada, uma vez que eles se desgastavam muito rápido e, em 5 voltas, Vettel já tinha ultrapassado Alonso e assumido a terceira posição atrás da dupla Hamilton-Button. Aí, na volta 47...
Hamilton rodou sozinho e ficou atravessado. Em vez de deixar todo mundo passar para voltar em segurança, como manda o guia de bom comportamento da FIA, ele acelerou e fez um “zero” no meio da pista para colocar sua McLaren no sentido certo, sem sequer olhar para ver se vinha alguém pelo caminho. Se a manobra causou um certo nível de pânico em quem assistia pela TV, imagino que deve ter feito algum estrago nas cuecas de quem estava nos carros que tentavam passar pelo piloto inglês, como Paul di Resta, que teve que jogar sua Force India no acostamento para não bater na imprevisível McLaren de Hamilton.
O inglês acabaria sendo punido com um drive-through pelo incidente, mas não antes de proporcionar uma bela briga com Button pela liderança da prova, que àquela altura já voltava a ser uma corrida com chuva. Talvez numa tentativa de dar um pulo do gato, como seu companheiro Button sempre dá, Hamilton viu a chuva como uma oportunidade de surpreender e entrou nos boxes para trocar seus pneus por intermediários, apostando que a chuva apertaria.
Mas a chuva não apertou. E o inglês foi obrigado a voltar para os boxes para efetuar uma nova troca para pneus macios. E depois voltar mais uma vez para cumprir seu drive-through. E lá ia-se qualquer chance de ganhar ou chegar ao pódio nesta corrida que ele praticamente dominou até as últimas 20 voltas.
Com isso, bastou ao competente Jenson Button guiar tranquilamente e sem cometer erros para igualar-se às duas vitórias de Hamilton na temporada. O segundo colocado, como não poderia deixar de ser, foi Vettel, que deve ter ficado feliz ao ver sua liderança sobre o vice subindo de 77 para 85 pontos.
Agora teremos uma pausa de quase um mês até o épico GP da Bélgica e a promessa de surpresas da McLaren, Ferrari e Mercedes para tentar evitar o bicamepeonato do jovem alemão. Mas aí a gente lembra que só a Red Bull conseguiu terminar com seus dois carros nos pontos em todas as etapas até aqui, e que a PIOR colocação que a equipe conseguiu foi um QUINTO lugar, e que isso só aconteceu uma única vez, e que o Vettel só não foi ao pódio um vez na temporada, e que nessa ocasião ele foi QUARTO, e aí fica difícil achar que não veremos o Vettel levando o caneco pra casa.
Enfim, independente da gente saber como vai terminar, está sendo surpreendentemente divertido chegar até o último capítulo. Aguardemos.
domingo, 24 de julho de 2011
F1 2011 - GP DA ALEMANHA
Estava procurando algo para ilustrar este post, mas, durante o almoço, meu filho Anthony - que havia assistido à corrida comigo- desenhou
o que para ele foi um dos momentos marcantes da prova: após a bandeirada,
Alonso foi orientado pela Ferrari a parar ao lado da pista,
provavelmente sem combustível para chegar aos boxes. Mark Webber,
que passava por lá, parou e deu uma carona para o espanhol,
bem nos moldes de Mansell e Senna em 1992. Na hora de postar, decidi
pegar o desenho dele, escanear e "colorir" no computador.
Eu poderia ter procurado uma foto real da cena, mas convenhamos:
isso vocês encontram em qualquer site de F1, né não?
Bem no GP da Alemanha, pela primeira vez na temporada o alemão Sebastian Vettel não largou na primeira fila. Sem conseguir encontrar o acerto ideal para sua Red Bull na qualificação, foi obrigado a largar láááááááááá atrás, em TERCEIRO.
Não sou um grande fã de Nurburgring, preferindo o saudoso e veloz circuito de Hockenheim – que não existe mais depois que o mau e velho Hermann Tilke destruiu suas belíssimas retas em meio à Floresta Negra – então não sabia muito bem o que esperar da corrida.
Felizmente, mais uma vez na temporada, a Fórmula-1 surpreendeu positivamente. A corrida foi divertida, cheia de pegas, repleta de ultrapassagens corajosas e, como bônus, ainda mostrou que a Red Bull e Sebastian Vettel não são imbatíveis.
O pole, Mark Webber, largava ao lado de Lewis Hamilton, seguidos por Vettel, Alonso e Massa.
Na largada, o australiano engasgou e permitiu ultrapassagem de Hamilton. Atrás dos dois, Vettel sofria pressão dupla da Ferrari, com Alonso passando e Massa quase. Na briga, sobrou para o brasileiro, que perdeu a quarta posição para um oportunista Nico Rosberg.
Na volta seguinte, Vettel recuperou a terceira posição de Alonso e os 3 líderes foram se distanciando de Rosberg e, consequentemente, de Massa.
Mas, na volta 8, Vettel pisou fora da pista e, com a grama molhada pela chuva da manhã, rodou. O alemão conseguiu voltar, mas em quarto.
Outro alemão que decidiu levar seu carro para fora da pista foi Heidfeld, numa disputa com Alguersuari. O espanhol espremeu o alemão para fora da pista e o piloto da Renault Lotus atropelou uma placa de sinalização antes de parar definitivamente na brita.
Lá na frente, Hamilton, Alonso e Webber brigavam acirradamente pela liderança. O piloto australiano da Red Bull foi o primeiro a parar para fazer sua troca e, nas voltas seguintes, os demais líderes seguiram seu exemplo. No entanto, parar primeiro deu a Webber a chance de fazer duas voltas rápidas enquanto os outros já sentiam o desgaste dos pneus. Como consequência, quando Hamilton e Alonso voltaram de seus respectivos pit-stops, se encontraram atrás do australiano.
Sutil se encontrava em um bom quarto lugar, seguido por Button (que havia largado mal e vinha em corrida de recuperação). Massa e Vettel estavam em 8º e 9º e esta seria uma disputa que se estenderia pelo resto da corrida. Atrás deles, a dupla da Mercedes – Rosberg e Schumacher.
Entre o 3º Alonso e o 8º Massa, um pelotão que não havia parado nos boxes, deixando claro que tínhamos duas estratégias distintas na prova – 2 ou 3 paradas.
O fato é que, em decorrência disso, tinha gente veloz lá atrás, como Massa, Vettel, Rosberg e Schumacher. E isso ocasionou algumas boas brigas, belas ultrapassagens e uma rodada de Schumacher que causou uma observação interessante do meu filho Anthony, que assistia à corrida junto comigo:
“Você viu que só os alemães estão rodando?”
Era verdade, mas, com conhecimentos nulos de física quântica e sem saber o que fazer com tal informação, segui assistindo à corrida.
O pit-stop da volta 25 confirmou que Button tinha uma estratégia distinta dos líderes e pararia apenas duas vezes. Por alguns instantes, deu-se a impressão de que ele poderia estar armando uma de suas notórias jogadas estratégicas, mas o fato é que, por mais combativo que ele estivesse sendo, os boxes o chamariam para recolher o carro em virtude de uma pane hidráulica detectada pela telemetria.
Foi o segundo abandono consecutivo de Button e, curiosamente ambos aconteceram nos boxes.
Na metade da prova, a segunda rodada de paradas para os líderes resultou numa inversão na liderança. O terceiro dos líderes a parar, Alonso conseguiu voltar na liderança, com Hamilton colado nele. O reinado do espanhol durou apenas algumas curvas, com o inglês fazendo uma belíssima ultrapassagem por fora e assumindo a ponta.
Os líderes estavam próximos, mas sem chances reais de ultrapassagem entre si, e então a transmissão focava o duelo Massa-Vettel, agora já consolidados em 4º e 5º. O alemão parecia ser mais veloz que o brasileiro, mas não conseguia achar brecha para passar.
Ele até tentou ganhar a posição nos boxes, mas a Ferrari foi mais eficiente e devolveu Massa ainda à frente de Vettel.
Hamilton foi o primeiro dos líderes a fazer sua última parada nos boxes para finalmente usar os temidos pneus duros e com isso parecia-se que Alonso e Webber – ainda com os mais velozes macios – conseguiriam tirar a diferença.
Não foi o caso. Os pneus duros se mostraram eficientes e o resultado da prova se mostrava já praticamente definido. Alonso e Webber pararam na sequência e voltaram sem mudanças de posição, deixando a emoção da prova a cargo de Massa e Vettel, que brigavam intensamente lá atrás.
Como só haviam usado os pneus macios, o regulamento obrigava ambos a uma última troca para o composto mais duro, e tanto Massa quanto Vettel ficaram esperando por uma decisão do outro para dar um bote vencedor.
Só que ninguém parava e os dois seguiram em procissão até a penúltima volta, quando não tinha mais jeito. Ambos entraram nos boxes ao mesmo tempo e a Red Bull conseguiu se redimir do péssimo trabalho que havia feito na corrida anterior, permitindo que seu piloto saísse dos boxes antes do brasileiro da Ferrari.
Resultado: vitória de Hamilton, seguido por Alonso e Webber. Em 4º Vettel, que pela primeira vez em 11 corridas não termina a prova no pódio. Isso até pareceria algum tipo de recorde se a gente não se lembrasse de que existiu um tal Michael Schumacher, que já teve uma sequência de DEZENOVE pódios consecutivos...
Enfim, semana que vem tem mais. Vamos ver o que acontece.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
A FÓRMULA-1 PERDE A COR
Lamentavelmente, morreu na quarta-feira um senhor chamado Cloacyr Sid Mosca.Era um artista e referência no mundo do automobilismo, responsável por um dos mais emblemáticos capacetes de toda a história – o que aparece na foto acima e que dispensa legendas.
Além de ter pintado os capacetes de gigantes como Emerson, Piquet, Senna, Barrichello, Keke Rosberg e Hakkinen, entre outros, Sid Mosca também foi responsável pela arte de equipes como a Coopersucar, Brabham, Lotus, e Jordan.
Não à toa, foi o artista escolhido pela FIA para desenvolver 50 capacetes comemorativos para os 50 anos da Fórmula-1.
Os 50 cascos continham o nome e as bandeiras do país de cada campeão e de sua respectiva equipe. Abaixo, o que celebra o tricampeonato de Niki Lauda, em 1984.

Nas palavras do próprio Mosca:
"A pintura do capacete é a outra face do piloto, que lhe dá uma identificação quando está em ação nas pistas, e me sinto feliz por poder participar da criação da sua imagem, peça valiosa e importante no decorrer da sua carreira. Sinto-me gratificado pelo reconhecimento pleno que tenho tido na minha profissão".
So true...
E eu, na humilde posição de grande fã de pinturas de capacete que sou, sinto-me gratificado por ter tido meus domingos de corrida mais vibrantes e cheios de cor, graças ao talentoso aerógrafo deste grande mestre que nos deixa.
terça-feira, 12 de julho de 2011
DANDO NOMES AOS BLOGS
Muita gente me pergunta (na verdade só uma pessoa - o Vinícius Galan) sobre o significado do nome deste blog.A resposta é que, quando adolescente, assisti ao filme "Uma Noite Alucinante" (Evil Dead II) e fiquei completamente fissurado. Pra quem não sabe, é um dos primeiros trabalhos do Sam Raimi, que mais tarde viria filmar a trilogia do Homem Aranha.
A gente decorava partes do filme de cor e rapidamente a obra se tornou uma referência cultural na vida da minha tchurma na escola (o que, de verdade, não significa muita coisa).
De qualquer forma, o filme é tudo isso mesmo.
Com pouquíssimos recursos, o Raimi fez algo incrivelmente criativo, sempre na berlinda entre o nonsense e o assustador, com travelings de câmera absolutamente geniais, e criando um dos mais emblemáticos personagens de toda a história do cinema de terror: o Ash.
No "Uma Noite Alucinante", o Ash - um simples vendedor numa loja de conveniências - decide passar uns dias numa cabine abandonada com a noiva e um grupo de amigos. Sem querer, ele liga um gravador que contém a gravação de um rito satânico que abre as portas do além para criaturas monstruosas e sanguinárias, que vão transformando todos no grupo em demônios.
Não vou contar a história do filme todo aqui (até porque acabo de fazer isso), mas o fato é que ele teve uma continuação chamada "Army Of Darkness", em que o Ash se encontra na idade média(!), tendo que lidar com cavaleiros, donzelas e, claro, demônios.
E aí, na cena abaixo, depois de apanhar muito, ele pega sua espingarda de cano duplo e decide mostrar quem é que manda à prole medieval - que ele carinhosamente denomina "primitive screwheads".
Francamente, acho a cena um clássico, acho o filme um clássico e acho o Sam Raimi um clássico.
E este blog não poderia deixar de referenciar tal genialidade:
P.S. A saber: apesar do termo "Boomstick" ter sido inspirado neste filme, o nome "A Fistful Of Boomstick" vem do joguinho que foi desenvolvido em homenagem ao filme - numa doentia alusão ao clássico de 1964 "A Fistful of Dollars", com o inigualável Clint Eastwood.
A saber, é outro FILMAÇO.
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