segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

THE MOST AWESOMEST THING EVER

Bacana este site que tem o objetivo de descobrir a coisa mais AWESOME de todos os tempos.

Ele faz isso por meio de “confrontos” entre duas coisas não relacionadas, tipo Christopher Walken x a Guerra Fria, ou Música x Bacon.

O usuário só precisa eleger a coisa mais cool dentre as duas e pronto - o ganhador do confronto acumula pontos e vai subindo no ranking.

É divertido e viciante.

A saber, de acordo com o ranking, até agora as 10 coisas mais AWESOME de todos os tempos são:

1. A internet
2. A vida
3. Viagens no tempo
4. Oxigênio
5. Música
6. Pizza
7. Decotes
8. O Universo
9. Tirar um cochilo
10. Sexta-feira

domingo, 30 de janeiro de 2011

NOVA MERCEDES

Olha aí a primeira imagem da nova Mercedes de Schumacher e Rosberg para 2011.

O lançamento oficial só acontecerá daqui a dois dias, mas já dá pra ver que o carro é bonito e tem formas mais agressivas que seu antecessor.

Será que teremos mais vitórias do heptacampeão em 2011?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

CAPACETES DE ALONSO E MASSA PARA 2011


Assisto à Fórmula-1 religiosamente desde 1988 (sim... OITENTA e oito) e, em todas as corridas a que assisti ao vivo, o capacete dos pilotos Ferrari sempre tiveram uma faixa branca no topo, reservada ao patrocínio da Marlboro.

Isso começou em 1984, quando os pilotos eram o René Arnoux e Michele Alboreto, e desde então virou trademark nos cascos ferraristas, mudando apenas no caso do Schumacher, que tingiu a faixa de vermelho (falei sobre isso neste post aqui).

Este ano, as coisas mudaram na Ferrari e, além de temos os cascos de Alonso e Massa sem a tal faixa, eles ainda ostentam o novo logotipo da equipe, mostrado acima.

Curiosamente, o resultado foi uma reaproximação às origens, tanto para Massa quanto Alonso, que agora tem capacetes que se assemelham um pouco mais com seus designs de início de carreira.

Seguem as cores da dupla de Maranello para esta temporada:


CAMISAS DA FRANÇA E DO BRASIL PARA 2011



A Nike abriu o ano lançando duas importantes camisas para a temporada de 2011 - o aguardadíssimo primeiro uniforme confeccionado pela empresa para a França depois de décadas de fidelidade à Adidas (já havia falado sobre isso neste post) e a nova camisa do Brasil.

O da França achei melhor do que o uniforme horrível que vazou na net há alguns meses (está no post mencionado anteriormente, para aqueles que quiserem dar uma olhada), mas tem algo na gola em azul mais escuro que não me agradou muito.

De qualquer forma, uma camisa simples e elegante, definitivamente muito melhor do que alguns dos "espetáculos" criados pela Adidas na década de 90. No geral, achei classudo.

Já a do Brasil...

Por que é que um país que é tão emblemático e iconográfico deste nobre esporte bretão NUNCA consegue ter uma camisa à altura? Sinceramente, eu nunca vou entender isso.

Só nos resta torcer para a improvável chance de que seja um fake. Ô coisa feia...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O PRIMEIRO DIA DO RESTO DE NOSSAS VIDAS

"Motorista... quando eu der o sinal acelera, mas vai com calma.
Quero ver quantos quilômetros a gente consegue fazer antes que
esses engravatados desistam de correr atrás da gente."


Ano novo, presidente nova.

Iuhu.

Assisti à posse como muita gente, buscando algo intelectualmente neutro para aplacar os abusos etílicos da noite anterior, mas tenho que admitir que não deu certo, porque a cena toda me irritou profundamente.

Dias antes, havia lido algo na cada vez mais indispensável revista “Aventuras Na História” que me fez querer postar. Acabei não postando por preguiça, mas depois da cerimônia da posse, revi meu marasmo e decidi escrever um pouco sobre o assunto (notem que estamos no dia 5, o que denota claramente o quanto estas férias estão me impedindo de fazer qualquer mísero esforço intelectual).

De qualquer forma, a reportagem em questão se chama “O Presidente Sem Cerimônia” e conta como foi a posse do primeiro presidente civil da história do Brasil – Prudente de Moraes.

Eu sabia do fato, mas não dos fatos que tornaram a posse tão pitoresca.

O militar antecessor do presidente, Floriano Peixoto, nem sequer apareceu no Executivo para que houvesse uma sucessão. Além disso, quando Prudente chegou ao Rio de Janeiro, não havia ninguém para recebê-lo, obrigando-o a recorrer a um amigo para levá-lo ao hotel. O novo presidente ainda teve que pagar pelo seu almoço e pedir uma carona ao representante da Inglaterra para levá-lo ao Itamaraty.

Ao chegar, ele encontrou o palácio abandonado, com os móveis rasgados pelos baionetas dos militares, que se despediam do poder amargamente.

Resumindo: cerimonial de BUESTA.

Mas o que isso tem a ver com a posse da Dilma, 117 anos depois?

Pois é. Apesar de não ter votado nela (o que provavelmente torna a posse dela CULPA SUA), eu esperava ao menos que a cerimônia fosse algo que traduzisse de maneira precisa a magnitude do momento histórico que estamos presenciado.

Afinal, é primeira mulher presidente da história do País, além de se tratar de um clamor da maioria da população pela continuidade de um governo que está aí há oito anos, com índices de aprovação nunca antes vistos.

Eu esperava pompa, circunstância, algo emocionante.

O que eu vi, porém, foi algo de que Prudente provavelmente não consideraria um "upgrade".

Em primeiro lugar, os personagens principais – Lula e Dilma – ficaram o tempo todo cercados por uma horda de assessores, repórteres, fotógrafos e afins, que não mostravam a menor compostura e decoro pelo momento que estavam vivendo.

Ora estavam batendo papo alegremente, ora atrapalhando os outros, ora conversando com outra pessoa pelo celular... tudo a poucos metros – talvez centímetros – da nova governante de seu país, bem no momento em que ela estava fazendo história.

Resumindo, ao rever as fotos em que ela estiá vivendo o ponto alto de sua vida, a Dilma provavelmente verá ao seu lado um parlamentar gordo e feio que ela nem mesmo saiba o nome, urrando alguma coisa no seu celular. E esse mané vai entrar para a história junto com ela.

Mas o cerimonial seguiu e, em determinado momento, ela conseguiu escapar da corja toda para dar uma volta pelo Planalto no Rolls Royce presidencial acompanhada pela sua filha.

Só que o carro foi cercado por um grupo de uns 10 agentes especiais que CORRERAM o percurso todo.

Nada de motos ou outros automóveis seguindo o carro dela - os agentes CORRIAM como maratonistas de terno e gravata ao lado do carro... e o trajeto para a gente que assistia à transmissão parecia INTERMINÁVEL.

Argumentaram que os seguranças estavam a pé com o intuito de desviar o foco de qualquer um que quisesse atirar contra a nova presidente. Mas o fato é que todos estavam com ternos pretos e ela TODA DE BRANCO, além de estar DE PÉ num carro ABERTO.

Cabe lembrar que nem o Lee Harvey Oswald teve tanta colher de chá na hora de atirar contra o Kennedy, porque o presidente pelo menos estava sentado na hora do atentado.

Aí o carro parou, para o alívio dos seguranças e de quem estava assistindo, e a cerimônia continuou como planejada.

Até a hora em que a Dilma recebeu os cumprimentos dos principais líderes de governo de todo o mundo, que haviam dispensado o feriado do dia 1º de janeiro para estar aí.

Depois de uns 6 ou 7 representantes, os comentaristas da Globo começaram a se perder e não sabiam mais quem estava cumprimentando ela.

A solução deles foi DESCONVERSAR e falar sobre alguma amenidade, na vã expectativa de que a gente não percebesse que os caras não tinham a menor ideia do que estava acontecendo.

Na verdade, a gente quase não percebeu mesmo, porque era tamanho o aglomerado de fotógrafos e cinegrafistas restritos a um canto do salão, que vira e mexe aparecia a parte de trás de uma CABEÇA tomando toda a tela toda da Globo, impedindo a gente de ver o que estava acontecendo.

Aí, em meio à posse presidencial, tivemos a rara oportunidade de ver uma mão do cinegrafista injuriado dando um belo tapa na nuca do invasor para que ele se movesse um pouco para a direita e desobstruísse a imagem da câmera.

CRASSE NO ÚRTIMO.

Mas lastimável mesmo foi a Globo de repente decidir interromper sua transmissão, no meio do cerimonial.

Intrigados com o ocorrido, mudamos de canal para a Record e vimos o mau e velho EDIR MACEDO, dono da emissora, prestando seus votos de sucesso à nova presidente, segundos depois que sua maior concorrente decidiu INTERROMPER a transmissão.

OK, OK... pode ser que seja COINCIDÊNCIA, mas vamos combinar que não foi?

Foi simplesmente o episódio que viria a coroar uma posse que foi remendada do começo ao fim, refletindo um despreparo e uma inacreditável falta de ordem e de bom senso que, se paramos para pensar, foi exatamente o que tornou a posse de Dilma Rousseff possível neste País.

Mais uma vez: a culpa não é minha.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

VERT BLANC VERT


Sei que parece algum tipo de obsessão, mas percebi hoje que este post sobre a evolução dos uniformes da França ficou incompleto (não que alguém se importe, claro).

Lembrei que na copa de 1978, na Argentina, a França não jogou com seu tradicional uniforme azul e nem com o branco, mas com uma curiosa camisa listrada verde-e-branca.

A quem duvida, a foto acima é do jogo entre a França e Hungria. O curioso é que a seleção húngara estava jogando com seu segundo uniforme branco, e não o tradicional vermelho. O lógico teria sido a França jogar de azul, mas não foi isso que aconteceu.

Era o terceiro jogo da primeira fase da Copa e os franceses estavam furiosos com a FIFA em virtude da péssima arbitragem das primeiras duas partidas, contra a Itália e Argentina. A entidade havia orientado a seleção húngara a levar seu segundo uniforme branco para o estádio, uma vez que a França jogaria com seu uniforme número 1 azul.

Em protesto (ainda tento entender o que eles pretendiam conseguir com isso), a França se recusou a obedecer a FIFA e levou seu uniforme branco também, o que resultou em dois times com camisas brancas entrando em campo.

O juiz da partida, Arnaldo César Coelho (ele mesmo), informou que não apitaria a partida desta forma e os franceses foram obrigados a sucumbir e tentar achar uma solução para não perder a chance de marcar pontos na competição.

O jeito foi apelar para o time do Club Atletico de Kimberly, da região, que gentilmente cedeu suas camisas aos franceses. O resultado foi uma das combinações de uniforme mais cafonas da história das copas, e justamente com a França.

Bem feito. Quem mandou não pensar antes de protestar?

A quem quiser ver como foi o jogo, aqui um resumo das melhores partes (a saber, mesmo ganhando, a França não se classificou para a próxima fase).

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

DADDY GOES DEXTER

"Sim, é definitivamente a mão da empregada dos Browns...
mas estava no lixo do oitavo andar, então NÃO PODE
TER SIDO ELES!"




Inegável que nossos pais são uma fonte inesgotável de aprendizado.

Foi com eles que aprendi a andar, a falar, a escrever, a dizer obrigado a cada nova gentileza e, no fim da década de 90, a me livrar de corpos esquartejados.

Não acho que esta última lição tenha sido intencional, mas confesso que quando assisto a um episódio de Dexter hoje em dia, alguma coisa do que o psicopata forense faz para eliminar suas vítimas me passa uma impressão de déjà vu. E acho que os responsáveis por isso foram justamente meus pais.

O que ocorreu foi o seguinte. Íamos mudar de apartamento e, no fim de semana da mudança, foram várias as viagens, com caixas contendo livros, CDs, utensílios, roupas, etc.

Maus pais tinham uns 10 quilos de carne congelada e, como tínhamos que desligar o freezer para fazer a mudança, meu pai colocou a carne toda (devidamente embalada, claro) na banheira.

A ideia era sair distribuindo as peças de carne para todos que conhecíamos porque, como todo mundo sabe, uma vez que um alimento congelado é descongelado, ele não pode ser re-congelado, devendo ser consumido imediatamente (a quem quiser mais informações, deem uma olhada nesta reportagem da MundoEstranho)

O problema foi que, com todo o estresse da mudança, meu pai acabou esquecendo da carne na banheira durante o fim de semana, e só se deu conta disso quando voltou ao apartamento para fazer uma última vistoria.

Ao encontrar 10 quilos de carne descansando numa banheira, meu pai ligou para a minha mãe atrás de orientações.

A ideia dele – simples e sensata na opinião deste que vos escreve – era jogar fora a carne e voltar para casa. Mas minha mãe tinha outros planos:

“Não! Imagina o que os vizinhos vão pensar se a gente JOGAR FORA 10 quilos de carne com tanta gente passando fome neste país!”

O interessante é que esta frase poderia até ser digna de louvor, dada a preocupação da interlocutora pela fome mundial. Mas o fato é que a carne já não se encontrava em condições de consumo, o que significa que o único motivo justificável contra a ação de jogar fora o alimento estragado era o fato da vizinhança ficar com a IMPRESSÃO de que minha mãe jogava fora comida.

Acho pertinente reforçar que estamos falando de um apartamento de que estávamos SAINDO e que dificilmente veríamos estes vizinhos de novo, mas minha mãe evidentemente não queria correr riscos, porque deu as seguintes ordens a meu pai:

“Se você jogar fora tudo aquilo no lixo, vão ver e achar que a gente não está nem aí para quem passa fome neste país. Então o que você vai fazer é cortar a carne em pedaços pequenos e se livrar de tudo aos poucos, dando descarga NA PRIVADA.”

Inacreditavelmente, meu pai acatou as ordens da minha mãe e começou o longo e entediante processo de cortar carne crua em pequenos pedaços, jogar os pedaços na privada e dar a descarga.

Deu certo durante as primeiras levas de carne. Mas, como era de se esperar, depois de um tempo a privada entupiu. O que gerou um novo telefonema para minha progenitora, que à esta altura parecia uma vilã diabólica vinda de um filme do James Bond.

“Hm... entupiu... deixa pensar... ah! Já sei! Vamos ter que jogar no lixo!”

Surpreso por ter sido esta a sua ideia original, meu pai comentou que havia dito isso desde o começo, mas minha mãe continuou:

“Mas não quero que ninguém pense que foi a gente que jogou fora 10 quilos de carne. Então você vai pegar 10 sacos de lixo e dividir a carne nestes 10 sacos.”

Inicialmente confuso quanto a que diferença isto faria, ele perguntou o motivo deste trabalho todo, ao qual recebeu a seguinte – e brilhante – resposta:

“Porque o prédio tem 10 andares. Então você vai subir até o décimo andar e deixar um saco de carne podre no lixo de cada andar. Aí, quando recolherem o lixo amanhã, ninguém vai saber que foi A GENTE que jogou fora a carne!”

Meu pai então dividiu a carne em 10 sacos de lixo, foi até o elevador, subiu até o último andar do prédio, e deixou cada um em um andar.

Não sei o que acrescentar ao relato fora o surpreendente fato de que isso REALMENTE ACONTECEU. E pagaria para ver as imagens das câmeras de segurança do prédio flagrando meu pai jogando sacos de carne em putrefação no lixo alheio DEZ VEZES CONSECUTIVAS.

A LOTUS QUE NÃO VAI PRAS PISTAS


Tinha comentado neste post aqui que teríamos duas Lotus com carros negros e dourados no grid em 2011, mas eis que a equipe de Tony Fernandes recuou e disse que manteria o atual esquema de cores verde e amarelo para a temporada do ano que vem.

Isso não impediu a equipe de divulgar a foto acima como o tal carro à la John Player Special que eles haviam bolado para 2011.

Particularmente, achei a versão desta Lotus muito mais charmosa que a da Renault, mas, infelizmente, de nada adianta minha opinião porque é a outra que vai pras pistas no começo do ano que vem.

Shame.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

UM POST PARA QUEM GOSTA DE SANGUE E POUCA ROUPA

“Ops! Bom… pelo menos não tá sangrando. Ufa.”



Tenho um problema com o meu próprio sangue: quando me vejo sangrando – geralmente após um corte ou uma bala perdida – costumo passar mal.

Cai a pressão e me sinto como se estivesse prestes a desmaiar. Descobri que isso é mais comum do que eu imaginava, mas, por mais comum que seja, esse tipo de reação tem o potencial de causar constrangimentos memoráveis, como é o caso do relato a seguir.

Faz um tempo já, desci até a garagem do prédio com pressa para não chegar atrasado ao trabalho. Ao descobrir que o carro não ligava, decidi ir trabalhar de taxi e saí enfurecido pela recepção do prédio.

Claro que, nestes casos, o que a gente considera ser um acesso de ira capaz de gelar a espinha de quem tem o infortúnio de cruzar pelo nosso caminho, na realidade é visto por todo mundo com um desagradável misto de dó e inconformismo, geralmente acompanhado por frases do tipo “que cara estressadinho”.

Imagino ter sido este o caso do meu porteiro, que me assistiu passar pela recepção num rompante de fúria, abrir o portão com violência e fechá-lo com toda a força atrás de mim.

O que deve ter tornado o espetáculo ainda mais pitoresco foi o fato de eu ter fechado o portão ANTES de meu pé ter passado pelo vão, o que acabou me fazendo soltar um urro de dor enquanto o portão de metal esmagava meu tornozelo.

Tentando manter a dignidade, continuei pelo meu caminho mancando, enfurecido, fingindo que nada havia acontecido.

Mas logo senti a inconfundível sensação de sangue se alastrando pelo peito do meu pé e percebi que teria que voltar para casa.

Passei humilhado pelo porteiro, que não emitiu uma única palavra, e abri a porta de casa bem no instante que sentia minha pressão cair e um terrível mal estar se manifestando.

De pé na cozinha, comecei a sentir um calor imenso e instintivamente tirei a camisa, na ânsia de que isso me refrescasse um pouco. Aí, com medo de que um eventual desmaio me fizesse bater a cabeça numa quina de mesa, sentei no piso da cozinha.

Aí, percebendo que o sangue poderia vir a manchar minha calça, achei prudente tirá-la. Com dificuldade, consegui, e o mal estar ficava cada vez pior.

Chamei pela Carla com a força que me restava e deitei no chão para ver se a tontura passava. Um instante depois, a Carla entrava na cozinha para saber o que eu queria.

E me encontrou deitado no gélido piso da cozinha, gemendo, só de cueca e com o pé todo vermelho de sangue.

Há meros 5 minutos, ela havia me visto sair pela porta de casa rumo ao trabalho, e agora me encontrava assim, semi-nu e ensanguentado, no chão da cozinha.

Daria uma pequena fortuna para saber o que se passou na cabeça dela nos breves instantes entre ela me descobrir naquele estado lastimável e entender o que de fato havia acontecido, mas ela não se lembra.

Fomos ao pronto-socorro e hoje nem consigo encontrar a cicatriz que ganhei naquele dia. Por outro lado, infelizmente sei que o que a Carla viu ao entrar na cozinha ficará marcada na sua memória para todo o sempre.

MONAS LISAS


Chamem-me de inculto, mas confesso – com uma certa vergonha – que sinceramente não vejo o que a cultuada Mona Lisa tem de tão fenomenal a ponto de tornar o quadro tão memorável.

Acho ele interessante e me diverti com as supostas mensagens escondidas deixadas pelo da Vinci, mas fora isso, acho que é um retrato de uma mulher meio sem sal.

Aí, outro dia, vi algumas imagens desenvolvidas por um cara que se auto-denomina Meowza Katz (!), simulando como seria se outros artistas tivessem pintado a Mona Lisa. É bobo, eu sei, mas até aí eu gosto de coisas bobas.

Aí vão:


Pablo Picasso


Andy Warhol


Roy Lichtenstein


Camille Rose Garcia



Trey Parker / Matt Stone



Mangá Japonês



Matt Groening


Genndy Tartakovsky


Jackson Pollock

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

TÔ SURRADO, MAS TÔ NA MÍDIA


Senso de oportunidade é quando você transforma um revés pessoal em uma forma de ganhar algo com isso.

Outro dia enquanto passeava por Londres, o presidente da FOM – Formula One Management – Bernie Ecclestone foi assaltado e brutalmente espancado por ladrões que levaram seu relógio Hublot F1 King Power.

Dias depois, a Hublot veiculou o anúncio acima, mostrando o que as pessoas são capazes de fazer por um relógio da marca.

Antes que vocês considerem oportunista e de mau gosto, vale dizer que a ideia do anúncio veio do próprio Bernie, que ligou para a Hublot no dia seguinte ao incidente.

Aí as pessoas se surpreendem que o cara é um dos homens mais ricos do planeta.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A NOVA LOTUS QUE NÃO É A NOVA LOTUS

Apesar do que possa parecer, este carro preto e dourado
com logotipo LOTUS estampado no bico não é o novo
carro preto e dourado que a Lotus prometeu para 2011.
Apesar de ser, sim, o novo carro preto e dourado da
Lotus para 2011.


A Lotus anunciou há alguns meses que, em 2011, usaria um carro negro e dourado, remetendo à Lotus dos tempos da John Player Special.

Imagino que muita gente que bateu o olho na foto acima já deduziu – com uma certa lógica, diga-se de passagem – que se trata do carro em questão, mas, supreendentemente, não é este o caso.

Na verdade, o que vocês estão vendo é a nova a nova pintura da “Renault” para o ano que vem – um carro em preto e dourado, para remeter à Lotus dos tempos da John Player Special.

Coloquei o nome da equipe entre aspas porque, a partir de 2011, a Renault passará a se chamar Lotus Renault GP e contará com o saudoso logotipo original da ex-equipe de Colin Chapman, como vocês podem ver no bico do carro.

Mas e a Lotus que correu este ano, com o Kovalainen e o chato do Trulli? Como é que fica?

Então... a equipe vai correr em 2011 com o nome Lotus e com um carro preto e dourado, remetendo à Lotus dos tempos da John Player Special.

Ficou confuso? Pois é. TODO MUNDO ficou confuso.

Trata-se de uma disputa legal entre a Group Lotus (que faz os famosos carros de rua) e Tony Fernandes, que havia comprado os direitos para usar o nome da extinta equipe de Colin Chapman nos seus carros de Fórmula-1, ambos brigando para ter o controle do emblemático nome estampado nos seus carros.

Cá entre nós, a atitude da Group Lotus de sair correndo pintar os carros da equipe de preto e dourado só porque o Tony Fernandes disse que ia fazer isso entra para a história como um dos momentos mais “DODÓI” da história da categoria.

Duvido que as coisas fiquem assim, mas o fato é bizarro: hoje temos duas equipes na Fórmula-1 com o mesmo nome e com o mesmo esquema de cores nos carros.

NÃO DIGO SEMPRE QUE ESSA TAL DE FÓRMULA-1 É SÜÜÜPER DIVERTIDA?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

COLPLAYSTATION



Minha frequência de postagens decaiu violentamente nas últimas semanas, mas só para que ninguém ache que eu MORRI, decidi postar este videozinho.

Ele reforça AINDA MAIS a ideia de que o Coldplay é uma banda especialista em chupinhar música dos outros (como já havíamos visto neste post aqui).


Cá entre nós, plagiar o Joe Satriani é uma coisa… mas plagiar o MARIO BROS?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

AU REVOIR, ADIDAS

No uniforme utilizado pela França no amistoso com
a Inglaterra, a seleção se despediu da Adidas e imprimiu
na camisa as 3 conquistas que obteve nos 40 anos de parceria:
a Copa de 1998 e as Eurocopas de 1984 e 2000.


Assim como acontece com a Alemanha, fica difícil imaginar a seleção francesa jogando com qualquer outra marca de uniforme que não seja a Adidas.

Pudera... desde 1970, a empresa alemã fornece os uniformes da equipe dos Bleus, uma marca apenas superada pela seleção da Alemanha.

Pois o amistoso entre França e Inglaterra neste último dia 17 de novembro (a França ganhou 2x1) marcou o fim desta parceria de 40 anos. A partir de agora, a seleção francesa terá uniformes da marca americana Nike.

Confesso que me causou uma certa melancolia. Desde que acompanho este espetacular evento que é a Copa do Mundo, lá estava o famoso uniforme azul com as características três listras da Adidas (isso quando a França se classificava, claro)

Mas agora, a charmosa equipe terá que se virar com a instável e às vezes insossa Nike, que já cometeu verdadeiros CRIMES, como o terrível template da Copa de 2002 (pra quem não lembra, é aquele da camisa esquisita do pentacampeonato brasileiro:


Enquanto esperamos para ver o que a empresa americana preparou para a França, vazou o uniforme abaixo :


Como ninguém confirmou o design, é possível que seja um fake, mas em se tratando da notória falta de criatividade da Nike, vai saber...

Em todo caso, para matarem um pouco a saudade, aqui vão alguns uniformes marcantes nesta longa e já saudosa parceria entre a Adidas e a Fédération Française de Football.
















domingo, 14 de novembro de 2010

F1 2010 - GP DE ABU DHABI

Alonso, desolado após a perda do título, brigou com Vitaly Petrov pela
inexplicável atitude do russo em defender sua posição durante a corrida.
Depois, se recusou em dar os parabéns ao Vettel pela sua conquista.
Provavelmente deve estar discutindo com Felipe Massa até agora pelo
fato do brasileiro não ter se posicionado mais à frente para
ENTREGAR A POSIÇÃO A ELE.



E acabou. A Fórmula-1 tem seu mais novo – e jovem – campeão: Sebastian Vettel. O alemão supera por alguns meses a marca de Lewis Hamilton e se sagra campeão aos 23 anos, 4 meses e 11 dias de idade.

Dos 3 pilotos que chegaram a Abu Dhabi com chances reais (o Hamilton precisava de um milagre), o Vettel era o que tinha menos chance. O Alonso tinha 248 pontos, seguido por Webber com 238 e Vettel com 231.

Mas a história começou a mudar na classificação, quando o Webber simplesmente não conseguiu se equiparar ao sue companheiro de Red Bull e largou em quinto, contrastando com a pole do alemão. Alonso largava em terceiro, entre as duas McLaren de Hamilton e Button.

Em miúdos, a situação era a seguinte: Se o Alonso chegasse na frente das Red Bull, seria campeão. Se o Webber ganhasse e o Alonso não chegasse em segundo, o australiano é que seria campeão. Ao Vettel, restava a possibilidade de ganhar a prova e torcer para um fraco desempenho do Alonso – o espanhol teria que terminar abaixo da quarta posição.

Na largada, Vettel se manteve na ponta, seguido por Hamilton. Quem deu o bote para cima do Alonso foi o Button, que ultrapassou o asturiano e garantiu o 3º lugar. Logo na sequência, numa disputa entre Schumacher e Rosberg com Barrichello, sobrou para o heptacampeão, que rodou e foi abalroado pela Force India do Liuzzi. E quem voltava à ativa com isso? Nosso bom e velho Bernd Maylander com seu SAFETY CAR.

Quem aproveitou a entrada do Safety Car para fazer sua troca foram Nico Rosberg e Vitaly Petrov, e este fato viria a ser importantíssimo no desenrolar da corrida.

Algumas voltas depois, deu-se a relargada e Vettel foi embora, abrindo a cada volta. Com problemas nos pneus, Webber entrou na volta 12 e, quatro voltas depois, entrou o Alonso. Parecia aquelas características jogadas táticas do Jenson Button só que nenhum dos dois era o Jenson Button, então é claro que a jogada daria errado.

Ambos se encontravam em 11º e 12º, enclausurados atrás de um combativo e competente Vitaly Petrov e, à frente dele, o Nico Rosberg (lembre que ambos já havia parado).

Ou seja, as coisas começavam a ficar feias para o espanhol.

Ele tentou de tudo passa ultrapassar o Petrov e deve ter saído da pista umas 418 vezes, não abandonando só porque as áreas de escape do circuito são tão extensas que parece ser IMPOSSÍVEL bater numa parede. Aliás, como é chato este circuito, projetado pelo mau e velho Herman Tilke. Dá até vontade de falar mal do cara de novo, mas seria redundante, uma vez que já fiz isso aqui.

De qualquer forma, enquanto o Alonso não ultrapassava o Petrov e o Webber não atacava o Alonso, os líderes Vettel e Hamilton paravam para fazer suas trocas, deixando a liderança da prova para o Button. O Vettel voltou em segundo, à frente do Kubica, mas o Hamilton teve o azar de voltar logo atrás do polonês e perdeu suas já remotas chances de retomar o número 1 para sua McLaren. Na quadragésima volta, era a vez do líder Button parar e devolver o primeiro posto para Vettel.

Presos atrás de Petrov, Alonso e Webber nada podiam fazer e o jovem Sebastian Vettel pilotou tranquilamente rumo ao título. Foi a segunda vitória consecutiva do alemão no circuito de Yaz Marina.

Alonso, que tinha que chegar no mínimo em 5º, acabou terminando em 7º e, após um chiliquinho bem DODÓI com o Petrov – que estava meramente defendendo sua posição – ainda cometeu a indelicadeza de não cumprimentar o novo campeão depois da corrida.

Curiosamente, o GP de Abu Dhabi foi a primeira vez em toda a vida que o Vettel liderou um campeonato de F1. Na Malásia deste ano, ele até havia empatado em pontos com o Alonso, mas como o espanhol tinha obtido a vitória dele antes do alemão, tecnicamente ele estava à sua frente.

Abaixo um gráfico chupinhado do site francês Stats F1 que mostra como foi disputado este campeonato. Confiram como o Vettel só assume a liderança justamente na última etapa da temporada. Cool, hein?


Interessante notar também outra coisa. Todo mundo louvou a atitude da Red Bull de não dar ordens de equipe e permitir uma vitória do Vettel quando o principal concorrente ao título era o Webber. De fato, foi um belo "pito" pra cima da Ferrari, mas na ocasião me peguei pensando se a atitude havia sido inteligente, porque uma troca de posições teria deixado o australiano a apenas um ponto do Alonso.

Pois é. Só que, se tivesse acontecido, a troca de posições teria deixado o campeonato assim:

Alonso: 246
Webber: 245
Vettel: 224

Depois da corrida de hoje, ficaria assim:

Alonso: 252
Webber: 249
Vettel: 249

Ou seja, em vez de festejar o primeiro título do Vettel, teríamos um novo e insuportável tricampeão - o Alonso. A Red Bull ganhou o título de pilotos justamente porque não interferiu na disputa entre Vettel e Webber. Se tivesse feito o “lógico” e ordenado uma troca de posições para dar mais chances ao Webber, teria jogado tudo fora.

Tem uma lição aí, não tem?