terça-feira, 24 de novembro de 2009

STEVIE WONDER

O lado bom de ser o Stevie Wonder é que
você é um gênio musical.
O lado ruim é que você nunca sabe quando
algum engraçadinho decidiu vestir você com
o carpete da sala.


Fuçando no meu i-tunes em casa outro dia, decidi dar uma mergulhada mais “séria” na discografia de um cara que eu sempre havia classificado como um gênio, me baseando mais nos comentários e na idolatria nutrida por outros grandes músicos do que no que eu conhecia de fato do cara: o Stevie Wonder.

Pra mim, Stevie Wonder significava aquele meloso e insuportável dueto politicamente correto que ele fez com o Paul McCartney – “Ebony And Ivory” – e o igualmente insuportável tema do filme “A Dama de Vermelho” – “I Just Called To Say I Love You” – que o Gilberto Gil ainda decidiu gravar em português, numa inexplicável e lamentável falta de senso de adequação musical.

Em suma, a imagem que eu tinha do Wonder era a pior possível e, de repente, ao fuçar na obra dele para entender os motivos que o levavam a esta posição praticamente unânime de GÊNIO MUSICAL, percebi que estas duas músicas foram apenas deslizes numa ampla coleção de verdadeiras pérolas auditivas.

De baladas belíssimas e delicadas como “If It’s Magic” a funks incrivelmente contagiantes como “Sir Duke”, a obra do cara é recheada de músicas que tenho certeza que muita gente já curtiu e achou fenomenal, mas nem desconfia até hoje que se tratam de músicas do Stevie Wonder.

Um exemplo clássico é a obra-prima “Cause We’ve Ended As Lovers”, provavelmente a “música-referência” do Jeff Beck, que não só é uma composição do Wonder como também tem LETRA. E eu sempre achei que era uma música instrumental.

A gravação original do hit “Higher Ground” que o Red Hot Chili Peppers, fez bombar nas rádios também é dele e o mesmo vale para “Superstition”, música em que o Stevie Ray Vaughan praticamente definiu o que significa ter “pegada” na guitarra.

Até aquela música hip-hop do rapper Coolio que cansou de tocar na MTV – a “Gangsta’s Paradise” – nada mais é que uma versão de uma música do Stevie chamada “Passtime Paradise”, gravada láááááááá em 1976.

E isso porque eu passei uma horinha dando uma ouvida bem superficial nos principais discos do cara e ainda tem MUITA coisa a descobrir. O que significa que a influência direta dele deve se estender a músicos e bandas que eu nem poderia imaginar.

Se você é daqueles caras que, como eu, achavam que tudo que ele fazia tinha aquela levada “We Are The World”, paz e amor, aqui vai uma versão de uma música dele – “Maybe Your Baby” – gravada pelo VOICE OF ROCK Glenn Hughes (que vem pra São Paulo dia 16 de dezembro), só pra vocês sacarem a PORRADA e o GROOVE que tem este verdadeiro mestre chamado Stevie Wonder.

Ouve aê:

2 comentários:

alebf disse...

Stevie Wonder kicks everybody's ass!
ah...e aniversario de casamento tem todo ano, show do GHughes nao! :)

Vladimir "Charles" Brown disse...

É como diria o bom e velho Rob Zombie:

"Yêêêêêêêêêê"