domingo, 15 de agosto de 2010

DIGITAL GHOSTS

Sábado pela manhã – sim, pela manhã, porque meus filhos não permitem que eu durma até tarde – aproveitei para fazer uma reciclagem musical. Peguei meus artistas e bandas favoritos e fui pulando de site em site vendo se encontrava novidades, coisa que eu não fazia há um bom tempo.

Aí, meio que sem querer, entrei no site de uma de minhas bandas de prog metal favoritas (aqui, parte dos leitores se contorcem de angústia).

A banda era a Shadow Gallery, e o motivo pelo meu não-acesso era o fato de achar que a banda não existia mais, já que seu vocalista Mike Baker, havia falecido.

Pois é. Não é que eles lançaram um novo disco - "Digital Ghosts" - em setembro do ano passado, e eu nem desconfiava? I’M SO “OLD NEWS”!

Para substituir o saudoso Mike Baker, entrou um tal de Brian Ashland, que tem um timbre de voz que lembra o Baker em alguns momentos, e que me remeteu também ao Graham Bonnet (do Rainbow). Coube certinho no estilo da banda e o resultado foi um disco fenomenal.

Habitualmente, o Shadow Gallery convida vocalistas adicionais para incrementar as belíssimas harmonias vocais da banda – até o James LaBrie do Dream Theater gravou com os caras.

E o novo disco deles não foge à regra. Temos vocais do Ralf Scheepers, do Primal Fear, do Clay Barton, do Suspyre (quem?) e confesso que tinha certeza ABSOLUTA de que o Geoff Tate, do Queensrÿsche, tinha feito uma participação na música “Digital Ghost”. Como não encontrei nada na net fundamentando minha suposição, imagino que foi só sensação mesmo.

De qualquer maneira, o álbum é pesado, tem harmonias maravilhosamente bem trabalhadas e progressões de acordes inesperadas.

Em alguns momentos, senti referências do Dream Theater, Symphony X (especialmente na música “Venom”), Yes e Queen, mas tudo envolto nessa vibe característica e incrivelmente identificável que só o Shadow Gallery tem.

O resultado é um grande disco, complexo e acessível ao mesmo tempo, capaz de seduzir fãs e não-fãs de prog metal. Foi uma delícia de ouvir e tenho certeza que o Mike Baker teria ficado orgulhoso de saber que o estilo que ele ajudou a moldar ao longo de mais de 20 anos ainda existe.

Abaixo, a faixa de abertura. Espero que, com isso, eu consiga finalmente convencer meu grande amigo e prog-fan Alexandre, o Ético, de que o Shadow Gallery é uma PUSTA BANDA.

5 comentários:

alebf disse...

porra gringo...vc nunca me falou dessa banda antes...
achei boa sim! vou baixar o cd

Vladimir "Charles" Brown disse...

Não é verdade. Já falei várias vezes. Deve estar pra vc como aquela banda que vc sempre me indica, mas que nunca consigo ouvir (esqueci o nome...)

Mark disse...

Nossa. Não sei como vocês aguentaram ler (ou escrever) esse post. Deu mó sono tentar ler, aí desencanei.

Mark disse...

E aquele jogo dos Países Baixos, hein?

Fica para 2014, né? O Ano dos Países Baixos no Brasil.

VERIFICAÇÃO DE PALAVRAS (impossível de não postar): cornaf

Vladimir "Charles" Brown disse...

Nós não gostamos do Mark.